CENÁRIOS-Eletrobras terá mais rigor na análise de novos projetos

quinta-feira, 29 de novembro de 2012 16:28 BRST
 

Por Leonardo Goy

BRASÍLIA, 29 Nov (Reuters) - Ao reduzir severamente a receita da Eletrobras, a renovação antecipada de concessões do setor elétrico deve deixar a estatal mais cautelosa e dificultar sua entrada em projetos arriscados ou com baixa taxa de retorno.

Segundo um diretor do Grupo Eletrobras, a empresa terá de passar por um choque de gestão para se adaptar à nova realidade, incluindo uma mudança na política de avaliação de risco.

"Teremos de fazer uma avaliação melhor do risco dos investimentos, a Eletrobras não pode continuar sendo a caixa de ressonância dos riscos do setor elétrico", disse o executivo, sob condição de anonimato.

Essa mesma fonte lembrou que foi a presença da Eletrobras que garantiu a entrada de investidores privados em projetos complexos e polêmicos --principalmente do ponto de vista sócio-ambiental.

A Eletrobras tem desempenhando papel fundamental na "marcha para o Norte" do parque de geração de energia. Subsidiárias do grupo são sócias relevantes das maiores hidrelétricas em construção no país: Belo Monte e as usinas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira.

Juntas, as três obras elevarão a capacidade instalada brasileira de geração de energia em 18,2 mil megawatts, o equivalente a cerca de 15 por cento da eletricidade disponível atualmente no país.

Os obstáculos a empreendimentos do porte dessas usinas passam por dificuldade na obtenção de licença ambiental, ações judiciais contestando os projetos e manifestações de comunidades locais, incluindo indígenas contrários às hidrelétricas.

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