Irlanda manterá promessas eleitorais em orçamento, diz ministro

domingo, 2 de dezembro de 2012 17:42 BRST
 

Por Padraic Halpin

DUBLIN, 2 Dez (Reuters) - O governo da Irlanda aprovou o seu mais recente orçamento de austeridade, a ser entregue na quarta-feira, e vai manter as promessas eleitorais sobre a manutenção dos benefícios sociais e das taxas de imposto de renda, disse o ministro das Finanças, no domingo.

O ministro Michael Noonan vai detalhar 3,5 bilhões de euros (4,5 bilhões de dólares) de aumento de impostos e cortes nos gastos no sexto e mais rígido orçamento de austeridade do país desde o fim de 2008. A Irlanda tenta sair do programa de ajuda da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) no próximo ano.

O país vai fazer 1,7 bilhão de euros em ajustes por meio de cortes de gastos públicos, com mais 1 bilhão vindo de novas medidas fiscais, embora o ministro dos Transportes, Leo Varadkar, tenha dito que os números finais dos impostos ainda não tenham sido aprovados.

"Nós temos um orçamento e os detalhes que serão anunciados na quarta-feira", disse Varadkar ao programa de rádio Newstalk, referindo-se a uma reunião de gabinete no sábado.

"Nós todos sabemos a forma, mas se será 1,1 (bilhão) ou 1,2 bilhão ou 900 milhões, o detalhe será mantido em sigilo até a manhã de quarta-feira."

O governo irlandês já informou que vai ampliar sua receita de forma significativa por meio de impostos sobre propriedades, e uma fonte próxima às negociações do orçamento disse à Reuters que isso inclui uma taxa mais elevada para casas avaliadas em mais de 1 milhão de euros.

Varadkar disse ainda que algumas isenções de imposto de renda e algumas lacunas seriam fechadas. Ele sinalizou que os aposentados podem ser atingidos, afirmando que um sistema no qual um casal na faixa dos 40 anos leva para casa 60 mil euros por ano e paga um imposto muito maior do que um casal de aposentados, que ganha o mesmo, poderia ser visto como injusto.

A promessa da coalizão, ao assumir o governo no início do ano passado, de não tocar nos benefícios sociais ou imposto de renda ainda permanece, disse ele. Mas o ministro questionou se isso seria mantido no prazo de um ano.   Continuação...