UE eleva importações de soja dos EUA, Ucrânia e Canadá--Oil World

terça-feira, 4 de dezembro de 2012 15:00 BRST
 

Por Michael Hogan

HAMBURGO, 4 Dez (Reuters) - A União Europeia está aumentando suas importações de soja dos EUA, Ucrânia e Canadá por conta de estoques cada vez mais apertados no Brasil, Argentina e outros produtores sul-americanos, disse a Oil World, analista de oleaginosas,

A escassez de grãos de soja após safras fracas na América do Sul no início de 2012 "levou as exportações brasileiras de soja quase a uma paralisação", disse a consultoria baseada em Hamburgo nesta terça-feira.

O Brasil, tradicionalmente um importante fornecedor para a Europa, pode exportar somente 300 mil toneladas de grãos da oleaginosa para todos os destinos em novembro, ante 1,76 milhão de toneladas no mesmo período do ano anterior, projetou a Oil World.

Os preços da soja atingiram níveis recorde em setembro com uma forte seca atingindo as lavouras dos EUA após safras fracas na América do Sul no início de 2012. Os estoques globais devem permanecer apertados nos próximos meses, até que as novas safras sul-americanas entrem no mercado no início de 2013.

"As esmagadoras de soja na União Europeia recentemente aumentaram duas compras nos EUA, Ucrânia e Canadá a fim de compensar a escassez de fornecimento de soja da América do Sul", disse a Oil World.

As vendas externas norte-americanas de soja na temporada 2012/13 até 22 de novembro estavam em 1,03 milhão de toneladas, uma forte alta ante somente 0,2 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado, acrescentou.

"A UE vai precisar comprar ainda mais dos Estados Unidos nas próximas semanas para cobrir a necessidade da primeira metade da temporada", disse a consultoria.

Uma safra maior neste ano significa que a Ucrânia também vai aumentar suas exportações de soja, salientou. A Ucrânia enviou 108 mil toneladas de grãos de soja para a União Europeia em setembro/outubro 2012, ante somente 34 mil toneladas no mesmo período de 2011, segundo a Oil World.

Importadores da UE também estão se voltando para os grãos canadenses, mas enfrentam uma forte competição dos compradores chineses, acrescentou.