Usiminas negocia venda ou parceria de unidades; não vê margem melhor

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012 13:04 BRST
 

Por Alberto Alerigi Jr.

SÃO PAULO, 5 Dez (Reuters) - A Usiminas, maior produtora de aços planos do Brasil, está negociando parcerias ou venda de suas unidades de bens de capital e transformação, e não prevê melhora de suas margens de lucro no curto prazo.

"Estamos abertos a uma joint venture ou uma venda. Consideramos que o foco da Usiminas tem que ser mais a área de siderurgia", afirmou nesta quarta-feira o presidente da companhia, Julián Eguren, em um raro comentário sobre o destino das unidades, após meses em que informava estar avaliando alternativas para suas operações.

"Estamos em conversas sobre as duas unidades. Estamos interessados na melhor alternativa de criação de valor... Nosso objetivo é ter um resultado para isso nos próximos meses e o próximo semestre é um objetivo razoável", disse Eguren a jornalistas, após apresentação a investidores e analistas.

Eguren, que assumiu a Usiminas no início do ano, evitou fazer projeções precisas sobre o desempenho da Usiminas em 2013. Mas avisou aos investidores para não esperarem uma melhora significativa nas margens da empresa no começo de 2013.

"A melhora (da margem) vai ter impacto ao longo de muitos períodos. Não existe mágica", disse.

Nos nove primeiros meses de 2012, a área de bens de capital da Usiminas teve margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) negativa de 3 por cento, enquanto o negócio de transformação do aço viu a margem recuando para 2 por cento.

De janeiro a setembro, a Usiminas acumulou prejuízo de 248 milhões de reais.

Na bolsa, a reação às declarações do presidente da Usiminas foi negativa. As ações preferenciais da companhia caíam 3,70 por cento às 13h01, enquanto os papéis das rivais CSN e Gerdau subiam 2,12 e 1,36 por cento, respectivamente. O Ibovespa tinha variação positiva de 0,15 por cento.   Continuação...