Corporations no Brasil tendem a crescer nos próximos anos

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012 13:01 BRST
 

Por Juliana Schincariol

RIO DE JANEIRO, 6 Dez (Reuters) - A conversão da Kroton em companhia de capital disperso coloca a rede de ensino privado num grupo ainda limitado entre empresas de capital aberto no país, mas reforça uma tendência que deve se consolidar nos próximos anos, segundo especialistas ouvidos pela Reuters.

Comuns nos Estados Unidos e no Reino Unido, as empresas de capital disperso representam cerca de 3 por cento das companhias listadas no Brasil, as chamadas corporations. A estreia aqui aconteceu com a varejista Lojas Renner em 2005.

Hoje, esse grupo, que normalmente têm mais da metade do capital votante em circulação no mercado, inclui Embraer, Gafisa, Dasa, Totvs e Even.

"Acho que este é um processo natural, principalmente se considerar que estas empresas adotam regras estatutárias e de divulgação que ajudam a dar um conforto maior para o minoritário", disse à Reuters a ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Maria Helena Santana.

Este modelo facilita o acesso das companhias ao mercado de capitais, pricipalmente para suportar programas de expansão, segundo especialistas, por em geral serem mais transparentes.

"As empresas com capital pulverizado possuem uma preocupação maior em demonstrar o valor agregado e a dinâmica dos negócios", disse a coordenadora da comissão técnica do Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (IBRI), Alessandra Polastrini.

POLÊMICAS À VISTA

Com mais corporations, os assuntos polêmicos relacionados a este tipo de empresa também devem crescer. Um dos principais são as chamadas pílulas de veneno, mecanismos criados para evitar a tomada de controle das companhias no mercado.   Continuação...