Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caem, mas continuam voláteis

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012 14:00 BRST
 

WASHINGTON, 6 Dez (Reuters) - O número de novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caiu pela terceira semana seguida na semana passada, mas continuou muito volátil para dar um sinal claro sobre as condições do mercado de trabalho.

Os novos pedidos de auxílio-desemprego caíram em 25 mil, para 370 mil, segundo dados ajustados sazonalmente, informou nesta quinta-feira o Departamento do Trabalho. O número da semana anterior foi revisado para mostrar mais 2 mil pedidos do que o previamente reportado.

A queda da semana passada trouxe os dados de volta para a faixa vista antes da supertempestade Sandy, de 360 mil a 370 mil. Economistas consultados pela Reuters esperavam que os pedidos caíssem para 380 mil na semana passada.

A média móvel de quatro semanas, uma medida mais apurada das tendências do mercado de trabalho, subiu 2.250, para 408 mil, refletindo o impacto da tempestade de outubro. Esse foi o maior nível mensal desde outubro do ano passado.

Uma autoridade do Departamento do Trabalho disse que não havia nada de incomum nos dados sobre os Estados, mas destacou que os pedidos tendem a apresentar a maior alta percentual na última semana de novembro, após o feriado de Ação de Graças.

Além disso, dispensas sazonais em setores como construção começam a acelerar nesta época do ano e permanecem elevados até o início de janeiro. Isso tornará os pedidos de auxílio-desemprego uma avaliação menos útil das condições do mercado de trabalho nas próximas semanas.

O relatório de auxílio-desemprego não tem relação com os dados de emprego de sexta-feira. Economistas estimam que a supertempestade Sandy, que afetou a Costa Leste, possa subtrair entre 25 mil e 75 mil empregos do relatório de novembro.

A expectativa é que o relatório de emprego acompanhado com mais atenção pelo mercado, a ser divulgado na sexta-feira, mostre que as folhas de pagamento aumentaram em apenas 93 mil empregos no mês passado depois de subirem em 171 mil em outubro, de acordo com pesquisa da Reuters. A taxa de desemprego deve ficar estável em 7,9 por cento.

O relatório de auxílio-desemprego mostrou que o número de pessoas ainda recebendo benefícios sob programas regulares do Estado após uma semana inicial de ajuda caiu em 100 mil, para 3,21 milhões, na semana encerrada em 24 de novembro.

(Reportagem de Lucia Mutikani)