IPCA sobe mais do que o esperado e fica em 0,60% em novembro
Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira
RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 7 Dez (Reuters) - Puxado pelo aumento mais significativo de preços nos grupos não-alimentícios, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) surpreendeu ao subir 0,60 por cento em novembro, acima do esperado e atingindo a maior variação em sete meses.
O resultado acabou reforçando a expectativa de que a Selic deve permanecer por mais tempo na atual mínima histórica de 7,25 por cento ao ano, e não voltar a cair no próximo ano como preveem alguns agentes econômicos.
Segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, o IPCA do mês passado mostrou uma leve aceleração sobre outubro, após alta de 0,59 por cento em outubro.
O resultado surpreendeu muitos analistas, que esperavam desaceleração da alta para 0,50 por cento em novembro segundo a mediana das estimativas de 35 bancos e consultorias consultados pela Reuters.
Com isso, no acumulado de 12 meses até novembro, o IPCA avançou 5,53 por cento no mês passado, mostrando alta ante os 5,45 por cento de outubro. Neste caso, é o maior avanço desde fevereiro último, quando atingiu 5,85 por cento, e também ficou acima da expectativa do mercado, de alta acumulada de 5,44 por cento em novembro.
TRANSPORTES
O resultado do IPCA do mês passado veio, segundo o IBGE, dos grupos não-alimentícios, com destaque para Transportes, cujos preços subiram 0,68 por cento, ante 0,24 por cento de outubro. A principal influência veio de passagens aéreas, que custaram em média 11,80 por cento a mais em novembro, depois de terem registrado alta 1,62 por cento em outubro.
Também pesaram no indicador os preços da gasolina, cuja alta passou de 0,75 a 1,18 por cento no período, e do etanol, com ajustes crescendo de 0,04 a 0,63 por cento. Continuação...

