Ministério diz que Brasil não tem mal da "vaca louca"

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012 12:05 BRST
 

SÃO PAULO, 7 Dez (Reuters) - O Ministério da Agricultura divulgou nota nesta sexta-feira dizendo que o Brasil não tem registro de encefalopatia espongiforme bovina (EEB), conhecida como "mal da vaca louca", após ter realizado testes em um animal morto no Paraná no ano de 2010.

A fêmea morta "possuía o agente causador da EEB, porém, não manifestou a doença e nem morreu por esta causa", disse o ministério em comunicado.

O ministério indicou que o caso não deverá resultar em problemas para as exportações do Brasil, que nos últimos anos têm aparecido como líder global nos embarques de carne bovina. Segundo o governo, o status sanitário brasileiro não foi alterado.

"A OIE (Organização Mundial de Saúde Animal), em comunicação oficial, mantém a classificação do Brasil como país de risco insignificante para EEB", disse.

Segundo o ministério, "o episódio não reflete risco algum à saúde pública ou à sanidade animal, considerando o que o animal não morreu em função da referida doença", completou.

A nota do ministério nega informações divulgadas na imprensa brasileira nesta sexta-feira.

Entretanto, por conta das notícias veiculadas na mídia, as ações de alguns frigoríficos operavam em queda Bovespa.

Por volta das 11h25 (horário de Brasília), o papel do JBS recuava 1,79 por cento, enquanto o Ibovespa avançava 0,44 por cento. A ação do JBS, maior produtor global de carne bovina, reduzia perdas após cair mais de 3 por cento na abertura.

O Minerva, cujas receitas estão fortemente baseadas nas exportações de carne bovina, perdia 2,37 por cento. O papel não faz parte do índice da bolsa.   Continuação...

 
Gado em pasto na fazenda Santa Maria da Amazônia em Sorriso, Mato Grosso, em setembro de 2011. O Ministério da Agricultura divulgou nota dizendo que o Brasil não tem registro de encefalopatia espongiforme bovina (EEB), conhecida como "mal da vaca louca", após ter realizado testes em um animal morto no Paraná no ano de 2010. 7/09/2011 REUTERS/Paulo Whitaker