7 de Dezembro de 2012 / às 18:38 / 5 anos atrás

Yara vê espaço para novas aquisições no Brasil

Por Fabíola Gomes

SÃO PAULO, 7 Dez (Reuters) - A compra de ativos de fertilizantes da Bunge pela Yara abre espaço para novas aquisições da companhia norueguesa no Brasil, tanto em distribuição como em produção, disse nesta sexta-feira o vice-presidente sênior da Yara Internacional, Egil Hogna.

Segundo ele, as novas oportunidades de crescimento no Brasil poderão vir, provavelmente, na área de produção, diante da crescente demanda por adubos no país.

"Nossa experiência no Brasil mostra que o país é um país dinâmico e de rápido crescimento... E neste mercado dinâmico e competitivo, talvez, novas oportunidades de crescimento no Brasil poderão vir da área de produção", disse Hogna em conferência de imprensa para comentar a aquisição de ativos da Bunge.

Ele ressalta que a operação com a Bunge torna esta expansão ainda mais promissora, uma vez que o negócio inclui vasta rede de distribuição no Brasil.

O Brasil, quarto mercado de fertilizante no mundo, é aquele que tem o maior crescimento e também o de maior potencial para vendas do setor, acrescentou Hogna, referindo-se ao potencial agrícola do país num cenário de crescente demanda por alimentos.

"A demanda por fertilizantes no Brasil cresce de 3 a 4 por cento ao ano, mais de 1 milhão de toneladas por ano. A cada cinco anos o Brasil precisa de uma 'nova Bunge' em fornecimento", disse o presidente da Yara Brasil, Lair Vianei Hanzen, em entrevista a jornalistas.

Hanzen acrescentou que a Yara neste último ano vem crescendo acima desta média do mercado, mas evitou detalhar o percentual de aumento registrado pela Yara.

MERCADO

Com a compra de ativos de fertilizantes da Bunge no Brasil, anunciada nesta sexta-feira, a Yara passará a ter 25 por cento do mercado de fertilizantes do país, disse o executivo.

No acordo de compra dos ativos da Bunge, a Yara firmou contrato de fornecimento para que a multinacional do agronegócio possa atender os acordos de troca que a empresa tem com os produtores.

Este contrato também atenderá as necessidades da Bunge nas plantações de cana, segundo Hanzen.

Em 2011, a produção de fertilizantes finais da Bunge no Brasil foi de 4,8 milhões de toneladas, enquanto a produção da Yara ficou em 2,7 milhões de toneladas no mesmo ano.

Segundo ele, a Bunge precisará de um volume estimado em 1 milhão de toneladas de fertilizantes para atender a demanda por operações de troca e cultivos de cana.

META GLOBAL

O Brasil é o principal consumidor individual dos produtos da fabricante norueguesa, líder global na produção de amônia, nitrato, nutrientes NPK (nitrogênio, fósforo e potássio), fertilizantes especiais.

A empresa comercializa anualmente cerca de 20 milhões de toneladas.

O vice-presidente da Yara Internacional ressaltou que a operação no Brasil está em linha com a estratégia global da companhia de expandir a produção de matéria-prima e fertilizantes intermediários.

Segundo ele, dois anos atrás a companhia estabeleceu a meta de atingir a produção de 8 milhões de toneladas de matéria-prima para fertilizantes, e com as expansões do período já atingiu metade deste objetivo.

A aquisição no Brasil, no entanto, contribuirá com apenas 300 mil toneladas, através da produção de superfosfato simples, já que os demais ativos compreendem mistura e distribuição.

O negócio com a Bunge no Brasil ainda deverá passar por avaliação do órgão antitruste (Cade), em processo que pode levar alguns meses, segundo os executivos.

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