Caso Chevron esfria apetite por emprego na indústria petrolífera

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012 16:51 BRST
 

Por Walter Brandimarte e Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO, 10 Dez (Reuters) - As companhias de petróleo estão tendo problemas para contratação de trabalhadores estrangeiros, mão-de-obra crucial para a indústria do Brasil em plena expansão, por causa de casos criminais e civis contra funcionários da Chevron e da Transocean, disse o presidente de uma associação da indústria nesta segunda-feira.

Alguns trabalhadores necessários para operar equipamentos de alta tecnologia e sondas de perfuração de petróleo querem garantias de uma saída rápida do Brasil em caso de derrame de óleo no mar, disse João Carlos De Luca, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, em um evento no Rio de Janeiro sobre os riscos de investimento do país.

"Algumas empresas tiveram de fazer alterações em contratos de trabalho, oferecendo helicópteros e bilhetes de avião abertos para os seus trabalhadores poderem sair do país imediatamente se houver um acidente", disse De Luca.

"Com a ausência de leilões de concessões e as repercussões do vazamento de Frade, foi um ano muito ruim para o negócio de petróleo no Brasil."

As ações criminais e civis da Chevron e Transocean em função do derramamento de óleo em novembro de 2011 no campo de Frade são um dos mais recentes problemas para a indústria de petróleo.

O setor também enfrenta mudanças na lei, a falta de leilões de novos blocos de exploração, disputas de royalties entre Estados e a incapacidade das empresas de cumprir determinação do governo de usar bens e serviços locais.

A escassez de mão-de-obra qualificada também significa que o Brasil precisa de trabalhadores estrangeiros especializados para a indústria.

A decisão de pedir 20 bilhões de dólares em danos civis da Chevron e Transocean e acusações criminais contra 17 funcionários das duas companhias trouxe medo à comunidade de trabalhadores petroleiros estrangeiros no início deste ano. As acusações contra as duas empresas poderia levar a penas de prisão de até 31 anos.   Continuação...