BVRio inicia operação com foco em nicho criado por Código Florestal

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012 19:32 BRST
 

Por Marcelo Teixeira

SAO PAULO, 10 Dez (Reuters) - A Bolsa Verde do Rio de Janeiro (BVRio) inaugurou nesta segunda-feira sua plataforma eletrônica de negociação de ativos ambientais com um produto que propõe auxiliar grandes proprietários rurais a se adequarem ao novo Código Florestal.

A BVRio, uma bolsa que busca tornar o Rio um centro de desenvolvimento de novos mecanismos financeiros para o setor ambiental, iniciou a negociação das chamadas Cotas de Reserva Ambiental (CRA), a primeira de novas classes de ativos verdes que a bolsa pretende hospedar.

Cada CRA representa 1 hectare de floresta. A lei permite que donos de fazendas que desmataram além do que deveriam possam compensar o fato comprando essas cotas, como se estivessem alugando áreas de floresta para se adequarem à lei.

As pessoas que geram e vendem as CRAs são proprietários rurais que possuem florestas a mais do que a lei exige.

Pela lei brasileira, donos de áreas rurais precisam manter de 20 a 80 por cento das florestas existentes nas propriedades, dependendo de onde elas se localizam.

"Acredito que este será um mercado de bilhões de reais quando maturar. As CRAs são uma opção mais barata e mais simples para os produtores rurais cumprirem suas obrigações ambientais", afirmou Pedro Moura Costa, presidente-executivo da BVRio, durante evento que marcou o início de funcionamento da plataforma de negócios.

Segundo dados da bolsa, das 5,1 milhões de propriedades agrícolas brasileiras, 4 milhões precisariam se adequar ao novo código.

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