CORREÇÃO-Presidente da ThyssenKrupp promete resolver "desastre"

terça-feira, 11 de dezembro de 2012 09:32 BRST
 

(Corrige conversão da moeda no 2o parágrafo para US$6,08 bilhões, não US$60,8 bilhões)

ESSEN, Alemanha (Reuters) - O presidente-executivo da ThyssenKrupp, Heinrich Hiesinger, prometeu resolver os problemas do maior grupo siderúrgico da Alemanha depois que recentes prejuízos e acusações de corrupção o fizeram cortar metade de sua equipe de administração.

"É óbvio que algo deu muito errado no passado", disse o executivo a jornalistas nesta terça-feira, um dia depois que o grupo divulgou prejuízo anual de 4,7 bilhões de euros (6,08 bilhões de dólares). A ThyssenKrupp também decidiu não pagar a acionistas dividendo pela primeira vez na história da companhia.

O prejuízo foi causado principalmente por uma baixa contábil de 3,6 bilhões de euros em suas usinas nos Estados Unidos e no Brasil, onde está instalada a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), que a ThyssenKrupp está tentando vender.

O valor das usinas, que formam a divisão Steel Americas, é agora de 3,9 bilhões de euros, bem abaixo dos 12 bilhões de euros investidos pelo grupo alemão nas unidades.

O objetivo da divisão era reforçar a presença da ThyssenKrupp nas Américas, mas os custos das usinas estouraram orçamento enquanto a demanda por aço caiu.

A ThyssenKrupp informou que a administração da empresa na época baseou suas decisões em projeções excessivamente otimistas e que demorou muito tempo para informar o conselho de supervisão dos problemas no projeto, que acabaram forçando a saída do antecessor de Hiesinger, Ekkehard Schulz.

"Se continuarmos com o negócio, estaremos cometendo um grande erro", disse Hiesinger, acrescentando que o "desastre" da Steel Americas mostrou que a cultura de liderança da ThyssenKrupp fracassou.