China pode abrir futuros de petróleo a investidores estrangeiros

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012 17:30 BRST
 

Por Chen Aizhu

PEQUIM, 14 Dez (Reuters) - Um plano de lançar um contrato de futuros do petróleo na China, que permitiria investidores estrangeiros negociassem nos mercados de commodities sem a necessidade de terem uma subsidiária local pela primeira vez, está ganhando força e pode obter aprovação no início do próximo ano, disseram funcionários e executivos.

A China é o maior consumidor global de matérias primas e tem um dos mercados de maior crescimento e liquidez em seus mercados futuros de commodities, mas restrições estatais para limitar o fluxo do capital internacional impedem que os contratos ganhem destaque mundial.

O plano por um contrato futuro de petróleo é defendido pelo chefe do órgão regulador de valores mobiliários da China, Guo Shuqing, um oficial reformista tido como candidato para o papel de presidente do Banco Central. O projeto ganhou o apoio de outros órgãos governamentais e gigantes petrolíferas estatais, disseram funcionários do setor.

"Se der certo... nós estamos falando de um possível faturamento diário de bilhões de dólares", disse um oficial sênior da indústria com conhecimento direto sobre o plano.

A bolsa se futuros de Xangai (SHFE) sediaria o contrato e tentaria estabelecê-lo como uma referência para a precificação regional de petróleo. Oficiais de câmbio visitaram Londres, Nova York e Cingapura no início deste ano em sessões itinerantes,e no mês passado foram a Riad.

"Eu apoio total e fortemente", disse Cai Xiyou, vice-presidente da Sinopec Corp responsável por marketing e comercialização, à Reuters no mês passado. "A chave é desenvolver o produto certo para atrair investidores de todo o mundo a participar."

A SHFE está aguardando a aprovação final de Pequim para lançar o contrato que pode sair após março, quando os novos líderes chineses assumem o poder.

Um lançamento bem sucedido pode abrir caminhos para a abertura de outros futuros de commodities chinesas a mais investimentos estrangeiros como o cobre e o zinco.

(Reportagem adicional de Manolo Serapio Jr. em Cingapura)