China não tem pressão para afrouxar política monetária agressivamente--BC

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012 11:06 BRST
 

SANYA, China, 17 Dez (Reuters) - A China não enfrenta um grande risco de uma retomada da inflação em 2013, nem nenhuma grande pressão para afrouxar a política monetária de forma agressiva no próximo ano, afirmou nesta segunda-feira o diretor de pesquisa do Banco Central, Jin Zhongxia.

Por sua vez, o presidente do banco central, Zhou Xiaochuan, mostrou-se cauteloso sobre a liberalização de longo prazo de sua moeda e taxa de juros.

"Eu sinto que não há pressão evidente para o Banco Central adotar uma política de afrouxamento agressiva", disse à Reuters Zhongxia, diretor do instituto de pesquisa financeira do Banco do Povo da China, durante o intervalo de um fórum em Sanya. "Acho que não veremos uma grande retomada da inflação em 2013".

No domingo, líderes chineses prometeram manter uma política monetária "prudente" e uma política fiscal pró-ativa em 2013, deixando espaço para manobra frente aos riscos econômicos globais enquanto aprofundam reformas para dar suporte ao crescimento no longo prazo.

O BC cortou as taxas de juros em junho e julho e baixou a taxa de compulsório três vezes desde o final de 2011 para liberar estimados 1,2 trilhão de ienes (190 bilhões de dólares) para empréstimo como parte de um programa de ajuste de política.

Desde então, o BC tem evitado mais medidas agressivas de afrouxamento, optando por injetar dinheiro de curto prazo nos mercados monetários para diminuir as restrições de crédito, uma ação que analistas dizem refletir as preocupações de Pequim com um aumento dos preços dos imóveis e com a inflação ao consumidor.

O crescimento econômico anual desacelerou para 7,4 por cento no terceiro trimestre, o ritmo mais fraco desde o ápice da crise financeira global no começo de 2009, mas o crescimento tem se recuperado de forma estável desde outubro graças a uma série de políticas pró-crescimento.

A inflação anual acelerou para 2,1 por cento em novembro ante uma mínima de 33 meses de 1,7 por cento em outubro, o que analistas dizem diminuir as chances de mais afrouxamento da política monetária, uma vez que a economia se recupera de forma estável.

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Funcionário conta notas de yuanes em agência de banco chinês em Huaibei, na China. A China não enfrenta um grande risco de uma retomada da inflação em 2013, nem nenhuma grande pressão para afrouxar a política monetária de forma agressiva no próximo ano, afirmou nesta segunda-feira o diretor de pesquisa do Banco Central, Jin Zhongxia. 06/07/2012 REUTERS/Stringer