Egito suspende importação de carne bovina do Paraná

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012 21:51 BRST
 

SÃO PAULO, 17 Dez (Reuters) - O Egito, terceiro maior comprador de carne bovina brasileira, proibiu a importação do produto com procedência do Estado do Paraná devido a um caso "atípico" da doença da vaca louca, afirmou o Ministério da Agricultura nesta segunda-feira, enquanto autoridades russas analisam uma medida similar.

Ainda assim, ambos mercados devem continuar a comprar grandes volumes de carnes de outros Estados brasileiros, reforçando o impacto ainda limitado do caso "atípico" de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como doença da vaca louca, na indústria brasileira de gado alimentado a base de capim.

Rússia, Hong Kong e Egito, que compraram mais da metade das 896.000 toneladas exportadas pelo Brasil neste ano até setembro, continuam a importar a carne do país. Até o momento, Hong Kong não impôs restrições sobre suas importações de carne brasileira.

A Rússia não deve proibir todas as importações de carne bovina do Brasil devido ao caso "atípico" de EEB, disse o diretor do serviço veterinário e fitossanitário russo, Sergei Dankvert, nesta segunda-feira.

Mas se forem impostas restrições, elas devem ser aplicadas ao Paraná, Estado de procedência de do animal.

O Brasil é o maior fornecedor mundial de carnes.

"Estamos analisando os dados agora, mas não temos razão suficiente para impor restrições a todo o país", disse Dankvert à Reuters no intervalo de uma reunião com diplomatas italianos em Skolkovo, na Rússia.

O Ministério da Agricultura brasileiro confirmou a suspensão das compras egípcias de carnes num e-mail enviado à Reuters após o jornal Valor Econômico afirmar no início do dia que a embaixada do Brasil no Cairo havia sido notificada verbalmente pelas autoridades do país norte-africano.

O caso "não clássico" da doença foi registrado no Paraná. Para o governo brasileiro, o país não tem registro da doença e não há risco aos importadores.   Continuação...