Peugeot e GM descartam aliança em carros de médio porte

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012 14:29 BRST
 

PARIS (Reuters) - A General Motors e a PSA Peugeot Citroen desistiram de planos para um programa conjunto de carros de médio porte, reduzindo o escopo de compartilhamento de veículos da nascente aliança mas adicionando cooperação em motores.

As montadoras afirmam em comunicado nesta quinta-feira que assinaram acordos firmes envolvendo três de um total de quatro veículos anunciados anteriormente, combinando programas futuros de carros pequenos assim como minivans e dois tamanhos de veículos crossover.

Uma estratégia de compartilhamento de modelos que substituirão veículos maiores, como o Citroen C5 e o Opel Insignia, da GM, foi engavetada depois que as companhias falharam em chegar a um "plano de negócios convincente", disse um porta-voz da Peugeot.

Mas com acordos sobre três outros veículos e novos planos para compartilhamento de uma futura geração de motores pequenos movidos por gasolina, "a aliança está ganhando forma", acrescentou o porta-voz.

Ambas as empresas enfrentavam prazo do final deste ano para alcançarem acordos firmes de programas conjuntos sob pena de terem de desistir deles em favor de seus próprios projetos.

Desde o anúncio da aliança no início do ano, as empresas deixaram de lado planos conjuntos para o desenvolvimento de um carro compacto para a América Latina, um sistema de embreagem dupla e agora o programa de carro de médio porte.

A porta continua aberta para cooperação fora da Europa, afirmaram GM e Peugeot nesta quinta-feira, prometendo novas "explorações de produtos e iniciativas industriais na América Latina ou em outros mercados em crescimento".

Os motores compartilhados de três cilindros, projetados para atenderem à norma de emissões de poluentes Euro VII que entra em vigor por volta de 2019, vão gerar grandes economias de custo para ambos os parceiros, informou a Peugeot, sem dar mais detalhes.

A aliança GM-Peugeot, anunciada em fevereiro, gerou ceticismo entre investidores em um momento de piora nas finanças da montadora francesa, que anunciou milhares de cortes de empregos sob supervisão atenta do governo do presidente socialista François Hollande.

No início do ano, a GM assumiu participação de 7 por cento na Peugeot, em uma operação de aumento de capital da segunda maior montadora da Europa.