Abismo fiscal afeta menos a economia dos EUA que o esperado
Por Jason Lange
WASHINGTON, 21 Dez (Reuters) - A economia norte-americana mostrou sinais surpreendentes de resistência em novembro, apesar do abismo fiscal, com os gastos dos consumidores subindo para o maior nível em três anos e o aumento de um indicador de investimentos empresariais.
Os gastos dos consumidores subiram 0,6 por cento no último mês quando ajustados à inflação, enquanto novos pedidos de bens de capital --uma referência para os planos de investimentos das empresas--, excluindo os setores de defesa e aéreo, avançaram 2,7 por cento, informou o Departamento do Comércio nesta sexta-feira.
Economistas previam enfraquecimento nos planos de investimento, com preocupações de que legisladores e a Casa Branca possam falhar em chegar a um acordo para evitar o abismo fiscal, pacote de aumentos de impostos e cortes de gastos programado para entrar em vigor em janeiro.
Os analistas também alertavam que os consumidores segurariam gastos à medida que o final do ano se aproximasse. Mas os dados desta sexta-feira sugeriram que a maioria de consumidores e empresários não expressou grande preocupação com o abismo fiscal, pelo menos, em novembro.
"Parece que o iminente abismo fiscal não tem sido tão perturbador como temíamos", avaliou o economista Paul Ashworth, da Capital Economics, em Toronto.
Outro relatório deu grandes motivos para cautela, com a confiança do consumidor caindo em dezembro, com as famílias aparentemente abaladas com as negociações em andamento para atenuar o aperto fiscal programado, que poderia facilmente desencadear uma recessão nos Estados Unidos no próximo ano.
O índice final de confiança do consumidor da Thomson Reuters em conjunto com a Universidade de Michigan caiu para 72,9, ante 82,7 um mês antes. Economistas previam 74,7.
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