Sem apresentar projeção, Fazenda vê cenário positivo para economia em 2013

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012 16:40 BRST
 

BRASÍLIA, 21 Dez (Reuters) - As medidas de estímulo adotadas pelo governo começam a dar sinais positivos para a aceleração do nível de atividade, avaliou o Ministério da Fazenda no boletim Economia Brasileira em Perspectiva, divulgado nesta sexta-feira.

O documento traça um panorama otimista para o desempenho da economia no último trimestre deste ano e para o próximo ano, mas não apresenta projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2012, 2013 e 2014.

O governo iniciou o ano prevendo expansão de 4,5 por cento, estimativa que foi progressivamente rebaixada diante da dificuldade da economia doméstica de crescer em meio à crise internacional e diante do desempenho ruim do investimento, da indústria e das exportações.

No apagar das luzes de 2012 e sem entregar o crescimento prometido, o Ministério da Fazenda disse que as perspectivas para 2013 são promissoras.

"O Brasil apresenta uma nova matriz econômica, ímpar na história do país, muito promissora para o investimento, a produção e o emprego, com taxas de juros baixas, custos financeiros reduzidos para empressas e famílias, taxa de câmbio mais competitiva, sólidos resultados fiscais... O país está preparado para experimentar mais um ciclo de longo prazo de crescimentos sustentável."

Um das poucas projeções elaboradas pelo Ministério da Fazenda para o documento informa que o investimento público está em trajetória de alta.

Para sustentar essa análise, o documento cita que o investimento da União será de 0,7 por cento do PIB em 2012, ante 0,6 por cento em 2011; o dos Estados e municípios atingirá 1,8 por cento do PIB, versus 1,7 por cento em 2011; e o das estatais federais subirá para 1,9 por cento do PIB, contra 1,7 por cento no ano passado.

A avaliação de que os estímulos adotados começam a mostrar resultado é ancorada em dados defasados sobre produção industrial, vendas no varejo restrito e ampliado, produção de veículos e melhora da confiança.

Na quinta-feira, o Banco Central reduziu sua projeção sobre o crescimento do PIB neste ano a 1 por cento, ante 1,6 por cento antes. Se confimado, será o pior resultado desde 2009, auge da crise internacional e quando a economia brasileira encolheu 0,3 por cento.   Continuação...