Dólar encerra sessão praticamente estável, à espera de decisão nos EUA

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012 12:34 BRST
 

SÃO PAULO, 24 Dez (Reuters) - O mercado de câmbio operou nesta segunda-feira em horário reduzido, com pouquíssimos negócios sendo registrados, mantendo o dólar próximo do patamar registrado na sexta-feira passada e em meio à expectativa de investidores sobre uma solução para o impasse para o chamado "abismo fiscal" dos Estados Unidos.

Apesar do Banco Central ter autorizado o funcionamento do mercado de câmbio entre 9h e 12h nesta segunda-feira, o número de negócios "deu para contar nos dedos", afirmou o gerente de Tesouraria do Banco Daycoval, Gustavo Godoy.

Com isso, a moeda norte-americana encerrou praticamente estável, ao redor de 2,07 reais para venda.

Nas últimas semanas, o Banco Central fez fortes atuações no mercado de câmbio, com o objetivo de prover o mercado com mais liquidez e evitar altas exageradas na moeda norte-americana.

O mercado entende que a autoridade monetária não quer o dólar acima de 2,10 reais, para que não pressione a inflação nem as empresas que possuem dívidas externas.

Na semana passada, por exemplo, o BC fez leilões de venda de dólares com compromisso de compra. Normalmente no final do ano, muitas filiais de empresas têm de remeter lucros e dividendos a suas matrizes no exterior, o que aumenta a demanda por dólares. Na sexta-feira, o BC anunciou mais um leilão de venda de dólares conjugada com compra, para quarta-feira, com oferta de até 2 bilhões de dólares .

"Hoje, realmente a liquidez foi muito baixa. Quem queria comprar para ajustar posições tinha que achar alguém disposto a vender", afirmou Godoy, acrescentando que os investidores estão aguardando uma solução para o chamado "abismo fiscal" nos Estados Unidos, antes do prazo do fim do ano.

Se o governo dos Estados Unidos e parlamentares do país não chegarem a um acordo antes do fim do ano duros cortes de gastos e aumentos de impostos entrarão automaticamente em vigor no país a partir de 1o de janeiro, ameaçando a recuperação da maior economia do mundo.

Os dois principais negociadores, o presidente norte-americano, Barack Obama, e o presidente da Câmara dos Deputados, o republicano John Boehner, estão fora de Washington para o feriado de Natal e não têm se falado. O Congresso está em recesso e terá apenas alguns dias para agir antes de 1o de janeiro.   Continuação...