Índia deve elevar exportação de trigo e pagar mais aos produtores

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012 11:58 BRST
 

Por Mayank Bhardwaj e C.K. Nayak

NOVA DÉLHI, 26 Dez (Reuters) - A Índia elevou seu limite de exportação de trigo de 2013 em 500 mil toneladas em relação ao ano passado, com as expectativas de uma boa colheita e disse que pagará aos produtores 5,1 por cento mais pelas compras do cereal, contrariando as expectativas, devido aos maiores custos de insumos.

A Índia, segundo maior produtor mundial de trigo, tem exportado o grão desde o ano passado de armazéns do governo que estão com excedentes, após sucessivas grandes colheitas, em parte encorajadas pelos generosos preços.

O país permitiu a exportação de 2,5 milhões de toneladas de trigo para 2013 para reduzir os estoques, disse o ministro das Finanças nesta quarta-feira, comparado com as 2 milhões de toneladas em 2012.

Os estoques de trigo estavam em um volume de 37,6 milhões de toneladas em 1o de dezembro, mais de três vezes acima da meta de 11 milhões de toneladas.

"Temos estoques enormes. Temos três vezes o volume exigido de estoque e, portanto, aprovamos a exportação de mais 2,5 milhões de toneladas de trigo", disse P. Chidambaram.

A Índia, também um dos maiores consumidores de trigo, com uma população de 1,2 bilhão, elevou o preço do trigo que pagará aos produtores no próximo ano para 1.350 rúpias (24,56 dólares) por 100 kg, acima das 1.285 rúpias este ano.

O preço de compra, que é equivalente a 245,6 dólares por tonelada, é abaixo do atual preço de exportação de entre 310 dólares e 323 dólares por tonelada, base fob.

"As ofertas de trigo indianas vão continuar atrativas pelos próximos 3 a 4 meses pelo menos", disse um trader baseado em Mumbai.

A Índia define o preço de compra do grão dos produtores locais para protegê-los de vendas difíceis, para ajudar a manter os estoques para emergências e programas de bem estar.

(US$1=54,9650 rúpias indianas)

 
Trabalhador bebe água durante colheita de trigo em plantação no vilarejo de Jhanpur, no Estado de Punjab, na Índia. 18/04/2012 REUTERS/Ajay Verma