Varejo nos EUA tem dificuldades após desempenho fraco no fim de ano

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012 18:18 BRST
 

Por Nivedita Bhattacharjee e Jessica Wohl

26 Dez (Reuters) - A temporada de fim de ano de 2012 pode ter sido a pior para varejistas dos Estados Unidos desde a crise financeira de 2008, com crescimento de vendas bem abaixo das expectativas, forçando muitos a oferecer imensos descontos após o Natal com esperanças de livrar-se de estoques em excesso.

Enquanto redes como Wal-Mart e Gap devem ter registrado boa performance, analistas esperam muito menos de companhias como a livraria Barnes & Noble e a rede de lojas de departamento J. C. Penney.

Já era previsto que o crescimento no varejo norte-americano enfrentaria desaceleração nesta temporada, embora melhoras no mercado de trabalho e alta nos preços de moradias tenham ajudado a mitigar os piores temores.

Mas então a tempestade Sandy atingiu a Costa Leste no fim de outubro, o clima ameno prejudicou as vendas de roupas de inverno e a crescente preocupação com o "abismo fiscal" se tornaram uma realidade, arrastando para baixo projeções já pessimistas.

"De maneira geral, o Natal não foi tão feliz para varejistas, e você tem que se perguntar como ficarão essas margens se a receita não alcançou suas expectativas", disse o analista Kim Forrest, do Fort Pitt Capital Group.

O mais recente sinal de perigo surgiu da MasterCard Advisors Spending Pulse, que anunciou que as vendas relacionadas às festas de fim de ano nos EUA avançaram 0,7 por cento entre 28 de outubro e 24 de dezembro, frente a um aumento de 2 por cento no ano anterior.

A estimativa preliminar da SpendingPulse vem na linha de outras previsões que mostram fraco crescimento durante o fim de ano, quando varejistas podem registrar cerca de 30 por cento de suas vendas anuais e, em muitos casos, metade de seu lucro.

Os mercados reagiram fortemente às perspectivas negativas. O índice de varejo do S&P 500 caía 1,41 por cento às 18h17 (horário de Brasília).   Continuação...