Calor impulsiona consumo de energia no Brasil em novembro--EPE

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012 14:40 BRST
 

SÃO PAULO, 28 Dez (Reuters) - O aumento da temperatura e a melhora da atividade da indústria fizeram o consumo de energia elétrica no Brasil ter em novembro a maior alta mensal em 2012, informou nesta sexta-feira a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

O consumo do período somou 38,67 mil gigawatts-hora (GWh), subindo 6,3 por cento em novembro ante igual etapa de 2011. "A ocorrência de temperaturas elevadas impulsionou o consumo do setor de comércio e serviços e das residências, que registraram a maior expansão do ano neste mês", comentou a EPE, em nota.

O consumo do setor de comércio e serviços aumentou 13,7 por cento na comparação anual, a maior taxa de crescimento do ano e a maior para novembro desde 2005, quando a série foi constituída, segundo a entidade.

Na indústria, o consumo foi de 15,5 mil GWh em novembro, 0,2 por cento acima do mesmo mês de 2011, na primeira taxa positiva após cinco quedas consecutivas. As residências consumiram 9,9 por cento mais, para 10,2 mil GWh.

No acumulado do ano, o avanço total foi de 3,6 por cento ante o acumulado dos primeiros onze meses de 2011. A previsão da EPE é de que o consumo no país avance 3,3 por cento sobre 2011.

REGIÕES

Os componentes do resultado por regiões do país, no entanto, apontam desempenhos distintos, ainda que todas tenham apontado crescimento.

O Centro-Oeste teve a maior expansão mensal, subindo 10,5 por cento na comparação com novembro de 2011, para 2,69 mil GWh. A região Sul veio logo atrás, com avanço de 9,4 por cento, para 6,6 mil GWh.

O Sudeste, responsável por mais de metade do consumo de energia do país, teve alta de 5,8 por cento no mês, apoiado nos desempenhos das residências (+9,9 por cento) e do comércio (+15,3 por cento). A indústria, no entanto, decepcionou, com retração local de 1,2 por cento. A região é também a de menor crescimento no acumulado de 2012, com alta de 2,1 por cento.

As regiões Nordeste e Norte tiveram expansão mensal de 4,3 por cento e 3,7 por cento, respectivamente.

(Por Aluísio Alves)