ATUALIZA 1-Chances são boas para acordo sobre "abismo fiscal", diz republicano

domingo, 30 de dezembro de 2012 16:34 BRST
 

WASHINGTON, 30 Dez (Reuters) - O senador republicano Lindsey Graham afirmou neste domingo que as chances para um acordo limitado sobre o "abismo fiscal" nas próximas 48 horas são "extremamente boas".

"Eu acredito que as pessoas não querem cair no abismo", disse Graham, um líder conservador, ao Fox News Sunday.

Apesar disso, um assessor- sênior do Senado afirmou que não há um acordo já firmado. E, com o prazo acabando, é incerto se será fechado um pacto.

O líder da maioria no Senado Harry Reid e da minoria Mitch McConnell querem ter um acordo pronto até as 18 horas (horário de Brasília) deste domingo para apresentá-lo em reuniões fechadas às bancadas republicana e democrata.

Mas os dois senadores até este momento não firmaram a bases comuns do pacto, disse o assessor.

O senador Graham, no entanto, prevê que os republicanos irão aceitar os aumentos tributários para os norte-americanos mais ricos e que isso dará uma vitória ao presidente Barack Obama.

Apesar disso, um líder democrata disse haver uma grande lacuna nas negociações entre os partidos. O senador Richard Durbin, um membro da liderança democrata, disse ao programa "Face the Nation" da CBS que ainda havia um "abismo" entre os dois partidos nas negociações.

Graham pediu que os republicanos se pronunciem quando chegar a hora de o Congresso decidir sobre o aumento do teto da dívida.

"Esse acordo não afetará a situação da dívida, será uma vitória política para o presidente. Espero que nós tenhamos a coragem quando chegar a hora de aumentar o teto da dívida para lutar pelo que acreditamos como republicanos. Mas aplausos para o presidente; ele ganhou", disse Graham.

(Reportagem de Tabassum Zakaria)

 
Senadores John McCain (D), Lindsey Graham (C) e Kelly Ayotte falam sobre Benghazi em Washington, EUA. O senador republicano Lindsey Graham afirmou neste domingo que as chances de um pequeno acordo sobre o "abismo fiscal" nas próximas 48 horas são "extremamente boas" e que o presidente Barack Obama havia vencido. 21/12/2012 REUTERS/Yuri Gripas