Carcará pode ter vazão de petróleo grande como a de Lula--QGEP

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013 13:48 BRST
 

RIO DE JANEIRO, 3 Jan (Reuters) - A Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) informou nesta quinta-feira que o prospecto de Carcará, no pré-sal da bacia de Santos, poderá eventualmente ter uma vazão média por poço semelhante à da reserva gigante de Lula, de 35 mil barris diários de petróleo.

O consórcio responsável por Carcará, composto pela QGEP e outros sócios --no qual a Petrobras é a operadora--, informou na véspera que concluiu a perfuração de Carcará.

Apesar da confirmação de uma expressiva coluna de mais de 470 metros de óleo de boa qualidade, o poço não atingiu a profundidade prevista, de 7 mil metros, segundo o diretor de Exploração da QGEP, Sergio Michelucci, devido ao seu alto custo de perfuração e condições técnicas adversas.

"Chegamos a 6.671 metros de perfuração, mas devido às condições do poço a operação estava lenta e dispendiosa", informou Michelucci em teleconferência com analistas nesta quinta-feira.

Segundo o executivo, já foram gastos no poço de Carcará mais de 300 milhões de dólares.

Michelucci disse no entanto que as atividades exploratórias na área continuarão, e a perfuração de um poço de extensão será feita em 2013, quando será possível avaliar a produtividade dos reservatórios por meio de um teste de formação.

A produção do primeiro óleo de Carcará está prevista para 2018, com a prévia perfuração de poços de desenvolvimento ao longo de 2016 e 2017, seguindo o que estabelece plano de negócios da Petrobras.

A importância da formação de Carcará foi antecipada pela Reuters em agosto de 2012. A expressiva coluna de Carcará tem potencial para colocar o prospecto no mesmo patamar das maiores descobertas do Brasil, ao lado de campos como Lula e Guará, localizados na mesma região.

O consórcio de Carcará é formado pela Petrobras (66 por cento), em parceria com a Petrogal Brasil (14 por cento), Barra Energia (10 por cento) e Queiroz Galvão Exploração e Produção(10 por cento).

As ações da QGEP operavam em queda de mais de 2 por cento por volta das 13h20, enquanto a Petrobras subia mais de 2 por cento por informações relacionadas à sua produção.

(Reportagem de Leila Coimbra e Jeb Blount)