ANÁLISE-Republicanos dos EUA dão início a novo Congresso feridos e divididos

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013 16:26 BRST
 

Por Richard Cowan

WASHINGTON, 3 Jan (Reuters) - Na esteira de combates agressivos em suas próprias fileiras por causa do "abismo fiscal" e da ajuda para vítimas da supertempestade Sandy, republicanos da Câmara dos Deputados inauguram nesta quinta-feira um novo Congresso mais dividido do que nunca.

Embora o presidente da Câmara, o republicano John Boehner, não pareça correr perigo de perder sua posição por causa das divisões, sua capacidade de falar em nome de seu quadro na Casa parece muito diminuída.

Isso não poderia ter acontecido em pior momento para os republicanos, enquanto eles preparam a próxima tentativa para obter mais reduções de gastos do presidente Barack Obama. Eles vão tentar usar o teto da dívida --e o pedido de Obama para elevá-lo-- como margem de manobra, como fizeram em 2011.

Mas se os últimos dias deste Congresso foram um indicativo do que está por vir, os republicanos terão um período difícil usando eficazmente sua maioria na Câmara contra Obama que, até mesmo os republicanos reconhecem, está em um bom momento depois da reeleição em novembro.

A batalha de abismo fiscal para evitar aumentos de impostos e cortes de gastos excessivos, que deveriam começar no início deste ano, provou-se extremamente dolorosa para os republicanos.

A exigência de Obama por um aumento de impostos sobre os ricos contestou um princípio central que vem guiando os republicanos por décadas: sem novos impostos. Nunca.

Mesmo assim, na noite do Ano Novo, 85 republicanos na Câmara fizeram justamente isso, votaram para aumentar o imposto sobre rendas familiares de mais de 450.000 dólares por ano.

Algumas das maiores estrelas do Partido Republicanos estavam entre os 85 --inclusive Boehner e Paul Ryan, o republicano candidato a vice-presidente em 2012, que é visto como um ícone conservador.   Continuação...