ENTREVISTA-Colômbia oferecerá áreas de mineração em leilão

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013 16:30 BRST
 

BOGOTÁ, 4 Jan (Reuters) - A Colômbia, que pretende aumentar sua produção de minerais, oferecerá no segundo semestre de 2013 a investidores nacionais e estrangeiros uma área de 20,5 milhões de hectares para exploração, a serem concedidos através de leilão.

A presidente da Agência Nacional de Mineração (ANM), María Constanza García, disse que o governo está trabalhando nos termos de referência para o leilão e na obtenção de informações geológicas sobre as áreas a serem oferecidas, incluindo áreas montanhosas e de selva.

"Esperamos que no segundo semestre deste ano comecem as licitações das primeiras áreas. Pretende-se aumentar a produção de minerais, poder atrair diferentes players, dependendo das possibilidades de cada região do país", acrescentou em entrevista à Reuters na tarde de quinta-feira.

A Colômbia concentra sua produção de minerais em carvão, ouro e níquel, mas busca incrementá-la com prata, platina, zinco, cobre, ferro, coltan, urânio e magnésio.

García afirmou que empresas como a chilena Codelco além de mineradoras da China, Índia, Brasil, Europa, Canadá e Estados Unidos, cujos nomes ela não citou, já manifestaram interesse em investir em atividades de mineração na Colômbia.

"Deixe que venham investir na Colômbia, trazer sua força financeira, sua força técnica, para que assim possamos realmente fazer uma transformação e uma mineração de escala mundial", disse ela.

O país sul-americano de 46 milhões de habitantes vive um boom de investimentos estrangeiros nos setores de petróleo e mineração por melhores condições de segurança na última década, após uma ofensiva militar contra a guerrilha de esquerda.

Em 2011, a Colômbia recebeu 13,234 bilhões de dólares em investimentos estrangeiros diretos, dos quais 2,621 bilhões foram para o setor de mineração.

O setor carvoeiro da Colômbia, quarto maior exportador do produto, é dominado pelos grandes produtores Glencore, Drummond e Cerrejón, que é de propriedade conjunta da BHP Billiton, Anglo American e Xstrata.

(Reportagem de Luis Jaime Acosta)