Desemprego na mineração aumenta na Austrália com fim de boom do setor

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013 11:19 BRST
 

SYDNEY, 7 Jan (Reuters) - Geocientistas na Austrália têm sido duramente atingidos pelo fim de um boom de dez anos da mineração, com o número de desempregados aumentando de maneira dramática, mostrou uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira.

O desemprego entre os geocientistas dobrou no segundo semestre de 2012, de acordo com o Instituto Australiano de Geocientistas.

Geocientistas, categoria que inclui algumas especialidades da engenharia e da geologia, são responsáveis por encontrar novas fontes de petróleo e metais estudando aspectos físicos do solo e são essenciais para a maioria das empresas de mineração.

A taxa de desemprego no setor foi de 6,1 por cento no segundo semestre de 2012 contra 2,9 por cento no primeiro semestre de 2012, mostrou a pesquisa.

Isso se compara com uma média nacional de desemprego de 5,3 por cento entre 01 de julho e 30 de novembro, de acordo com os últimos dados do governo disponíveis.

"Quase 65 por cento dos geocientistas desempregados perderam as suas posições durante o quarto trimestre de 2012, um reflexo direto da crise do setor de mineração", disse a presidente do instituto responsável pela pesquisa, Kaylene Camuti.

A demanda frenética por commodities de uma China em rápida industrialização, na última década, até recentemente blindou a Austrália da recessão global e promoveu 400 bilhões de dólares em investimentos.

"Infelizmente geocientistas, particularmente aqueles empregados na exploração de recursos naturais ... parecem ser os primeiros a sentir o impacto de qualquer desaceleração na atividade do setor", disse Camuti.

Mas nem todas as empresas de mineração estão se contraindo, especialmente as relacionadas ao minério de ferro, onde os preços se recuperaram fortemente com um demanda chinesa renovada.

Os preços do minério de ferro são os mais altos em mais de um ano. Ao mesmo tempo, o preço do níquel, um outro produto chave de exportação australiana, é praticamente o mais baixo em três anos.

(Reportagem de James Regan)