Regras para reservas de capital devem ter baixo impacto na Europa

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013 16:06 BRST
 

Por Paul Carrel e Marc Jones

FRANKFURT/LONDRES, 7 Jan (Reuters) - Um movimento dos reguladores globais para dar aos bancos mais tempo e flexibilidade para construir reservas de capital pouco fará para apoiar uma recuperação na Europa, onde a recessão afeta empresas e as famílias têm pouco apetite para mais dívida.

Nos Estados Unidos, onde a recuperação econômica já parece estar em curso, o impacto pode ser mais significativo devido a um mercado maior para títulos lastreados em hipotecas que, se reviver, poderia dar apoio ao mercado imobiliário.

O Comitê de Basileia concordou no domingo dar aos bancos mais quatro anos para construir buffers de capital contra choques futuros como a crise financeira de 2008/09, e para ampliar o leque de ativos que podem ser usados ​​para incluir ações e títulos residenciais lastreados em hipotecas, bem como títulos de empresas de ratings baixos.

O passo atrás a um projeto anterior de regras globais de liquidez, que visam ajudar a evitar uma nova crise bancária, significa que os bancos, em teoria, terão mais espaço para usar algumas de suas reservas para ajudar as economias em dificuldades a crescer.

Mas na zona do euro, onde as previsões do próprio Banco Central Europeu sugerem que a economia vai encolher 0,3 por cento neste ano, liberando a capacidade dos bancos de emprestar, não pode compensar uma escassez de demanda de empresas e consumidores incertos.

"No geral é positivo, mas eu não acho que isso é o suficiente para reverter toda a situação no curto prazo", disse o economista do Berenberg Bank, Christian Schulz, sobre as mudanças nas regras de Basileia.

(Reportagem adicional de Eva Kuehnen e Sakari Suoninen em Frankfurt, e de Michael Shields em Viena)