Empresas estão mais otimistas na zona do euro, mas desemprego sobe

terça-feira, 8 de janeiro de 2013 11:19 BRST
 

BRUXELAS, 8 Jan (Reuters) - O sentimento entre as empresas na zona do euro melhorou novamente em dezembro, mas a taxa de desemprego atingiu novo recorde e as famílias evitaram gastar no período de Natal, sugerindo que a saída do bloco da recessão será lenta.

O sentimento econômico nos 17 países que usam o euro subiu 1,3 ponto, para 87, no segundo mês seguido de ganhos após quase um ano de quedas, mostrou nesta terça-feira pesquisa mensal sobre empresas e consumidor da Comissão Europeia.

O otimismo de que a zona do euro está começando a se recuperar de uma crise bancária e da dívida pública foi minimizado por dados do escritório de estatísticas da UE, o Eurostat, mostrando que o desemprego em novembro atingiu o nível mais alto desde que o euro foi adotado, em 1999.

O desemprego na zona do euro subiu para 11,8 por cento da população ativa, ou 18,82 milhões de pessoas, sendo que 113 mil pessoas a mais estavam sem emprego do que em outubro.

A demanda fraca ficou evidente nos dados sobre as vendas no varejo, também divulgados pelo Eurostat nesta terça-feira, mostrando um aumento de apenas 0,1 por cento no volume em novembro sobre o mês anterior, insuficiente para compensar as fortes quedas em agosto, setembro e outubro.

Outro mês de queda só foi evitado em novembro porque motoristas europeus gastaram mais com combustível. As vendas de alimentos e bebidas recuaram menos às vésperas da temporada de compras mais agitada do ano.

Embora o sentimento empresarial tenha sido impulsionado por uma série de medidas para impedir a ruptura da zona do euro, a alta do desemprego e os fracos gastos do consumidor destacam que a recuperação econômica da zona do euro será difícil.

(Reportagem de Robin Emmott)

 
Juan Carmona, desempregado de 60 anos, come próximo ao "Er banco gueno", instituição que distribui comida para os pobres, na Espanha. O sentimento entre as empresas na zona do euro melhorou novamente em dezembro, mas a taxa de desemprego atingiu novo recorde e as famílias evitaram gastar no período de Natal, sugerindo que a saída do bloco da recessão será lenta. 12/12/2012 REUTERS/Jon Nazca