8 de Janeiro de 2013 / às 10:48 / em 5 anos

Empresas estão mais otimistas na zona do euro, mas desemprego sobe

BRUXELAS, 8 Jan (Reuters) - O sentimento entre as empresas na zona do euro melhorou novamente em dezembro, mas a taxa de desemprego atingiu novo recorde e as famílias evitaram gastar no período de Natal, sugerindo que a saída do bloco da recessão será lenta.

Juan Carmona, desempregado de 60 anos, come próximo ao "Er banco gueno", instituição que distribui comida para os pobres, na Espanha. O sentimento entre as empresas na zona do euro melhorou novamente em dezembro, mas a taxa de desemprego atingiu novo recorde e as famílias evitaram gastar no período de Natal, sugerindo que a saída do bloco da recessão será lenta. 12/12/2012 REUTERS/Jon Nazca

O sentimento econômico nos 17 países que usam o euro subiu 1,3 ponto, para 87, no segundo mês seguido de ganhos após quase um ano de quedas, mostrou nesta terça-feira pesquisa mensal sobre empresas e consumidor da Comissão Europeia.

O otimismo de que a zona do euro está começando a se recuperar de uma crise bancária e da dívida pública foi minimizado por dados do escritório de estatísticas da UE, o Eurostat, mostrando que o desemprego em novembro atingiu o nível mais alto desde que o euro foi adotado, em 1999.

O desemprego na zona do euro subiu para 11,8 por cento da população ativa, ou 18,82 milhões de pessoas, sendo que 113 mil pessoas a mais estavam sem emprego do que em outubro.

A demanda fraca ficou evidente nos dados sobre as vendas no varejo, também divulgados pelo Eurostat nesta terça-feira, mostrando um aumento de apenas 0,1 por cento no volume em novembro sobre o mês anterior, insuficiente para compensar as fortes quedas em agosto, setembro e outubro.

Outro mês de queda só foi evitado em novembro porque motoristas europeus gastaram mais com combustível. As vendas de alimentos e bebidas recuaram menos às vésperas da temporada de compras mais agitada do ano.

Embora o sentimento empresarial tenha sido impulsionado por uma série de medidas para impedir a ruptura da zona do euro, a alta do desemprego e os fracos gastos do consumidor destacam que a recuperação econômica da zona do euro será difícil.

Reportagem de Robin Emmott

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