EPE descarta racionamento; conta com entrada de novas usinas

terça-feira, 8 de janeiro de 2013 22:18 BRST
 

RIO DE JANEIRO, 8 Jan (Reuters) - O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, descartou o racionamento de energia elétrica durante coletiva de imprensa nesta terça-feira e disse que a redução voluntária da demanda também não está na pauta do governo.

"Não exite possibilidade de racionamento. Está fora de cogitação, não tem cabimento. Estruturalmente, podemos garantir que não há risco de racionamento", disse ele a jornalistas na sede da EPE, no Rio de janeiro.

Com a escassez de chuva, o nível dos reservatórios está baixo, e, em alguns casos, como no Nordeste, se encontra abaixo do nível de segurança estabelecido pelo próprio Governo.

"Não foi pensado (o incentivo às indústrias a reduzir consumo). As chuvas estão por vir; estão atrasadas, é verdade, mas seria precipitado falar em racionamento e, ainda mais que tem oferta entrando este ano; tem muita coisa; não dá para se precipitar", adicionou ele.

Na quarta-feira, haverá em Brasília uma reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) para avaliar a situação energética do país.

O presidente da EPE afirmou que estruturalmente, o sistema está muito mais forte e mais robusto que em 2001, época do último racionamento de energia no país. Naquele ano os reservatórios estavam cheios, mas não havia linhas de transmissão para transportar a energia entre as diferentes regiões do país.

"Hoje a situação é estruturalmente diferente de 2001", frisou Tolmasquim. "De 2001 a 2012 a capacidade de geração cresceu 75 por cento. Em 2001, o país não tinha térmica de reserva em quantidade suficiente e, entre 2001 e 2012, houve um aumento de 150 por cento da capacidade instalada de térmica no Brasil. Já transmissão aumentou a capacidade instalada em 68 por cento. A capacidade da transmissão do Sul para o Centro-Oeste aumentou 80 por cento", declarou.

O presidente da EPE lembrou ainda que a capacidade da região Nordeste receber energia de outras regiões do país triplicou desde 2001, o que torna a região menos vulnerável mesmo em períodos de maior seca.

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