JP Morgan diz que chance de racionamento é inferior a 10%

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013 11:35 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O risco de um racionamento de energia no Brasil como ocorrido em 2011 é improvável, avaliaram analistas do JP Morgan em relatório enviado a clientes nesta quarta-feira. Segundo Gabriel Salas e Pedro Manfredini, a chance de racionamento de energia permanece inferior a 10 por cento, embora a situação atual de chuvas seja similar à seca observada na temporada de 2000/2001.

Isso ocorre graças às mudanças estruturais no sistema na última década --os analistas destacaram que o Brasil tem atualmente mais energia termoelétrica, eólica e nuclear à disposição, e um sistema de transmissão melhor que permite a transferência do excesso de energia entre as regiões do país.

Ainda assim, os preços no mercado spot devem permanecer elevados no primeiro semestre deste ano, segundo os analistas, e o acionamento das térmicas deve aumentar os custos da energia elétrica para o consumidor final em 7 a 10 por cento.

Neste cenário, as ações das empresas Tractebel, Copel e Cesp devem ser as mais beneficiadas, ao passo que MPX e Energias do Brasil devem sofrer perdas no curto prazo.

(Por Danielle Assalve)