Renault liga acordo trabalhista à produção da Nissan, Daimler

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013 15:09 BRST
 

Por Laurence Frost e Gilles Guillaume

PARIS, 9 Jan (Reuters) - A Renault pode construir veículos na França para os parceiros Nissan e Daimler se funcionários domésticos da montadora francesa aceitarem aumentar sua jornada trabalho, disse a empresa a sindicatos nesta quarta-feira.

Na mais recente rodada de negociações a respeito de um acordo trabalhista nacional, executivos da Renault pediram a sindicatos que aceitassem um aumento médio de 6,5 por cento em seu expediente, disse a montadora.

"Isso contribuiria para tornar as fábricas francesas mais atraentes para a alocação de volumes (de produção) além da produção da própria Renault", disse a Renault em comunicado.

Isso pode incluir modelos para a afiliada japonesa Nissan, em que a empresa francesa detém uma participação de 43,4 por cento, ou para a montadora alemã de veículos de luxo Daimler, acrescentou uma porta-voz da companhia.

A fábrica de Maubeuge da Renault, no norte da França, atualmente produz os caminhões Mercedes Citan para a Daimler. No entanto, após quase 14 anos desde a criação da aliança Renault-Nissan, os dois parceiros ainda não partilham produção de carro em nenhum lugar da Europa.

A montadora pede aos sindicatos de seu país de origem um aumento em sua jornada de trabalho para 35 horas por semana, a norma legal na indústria francesa, disse a Renault. O pagamento pelas horas adicionais será discutido em futuras rodadas de negociações.

Em setembro do ano passado, a montadora disse que buscava um novo acordo nacional sobre salários e condições para cortar custos e alinhar sua produtividade com unidades europeias menos custosas, como sua fábrica em Palencia na Espanha e a fábrica em Sunderland da Nissan na Inglaterra.

A Renault sugeriu anteriormente a perspectiva de garantias para manter suas fábricas francesas abertas em negociações com sindicatos e alertou que o resultado das reuniões afetará a produção, uma postura de negociação denunciada por alguns sindicatos como "chantagem".