Bradesco vê menos calotes e expande oferta de crédito

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013 13:12 BRST
 

SÃO PAULO, 14 Jan (Reuters) - O Bradesco verificou queda em seus indicadores recentes de inadimplência e prevê que esse movimento se estenderá em 2013, disse nesta segunda-feira o diretor-executivo do banco Octávio de Lazari Júnior, responsável pela área de empréstimos e financiamentos.

Segundo o executivo, essa percepção --somada à expectativa de manutenção da taxa básico de juro Selic no piso histórico de 7,25 por cento ao ano e de inflação controlada-- motivou a decisão do segundo maior banco privado do país de expandir em 14 bilhões de reais os recursos pré-aprovados para clientes pessoa física.

Com o aumento de quase 20 por cento, o volume disponível para essa base subiu de 67,6 bilhões para 80,7 bilhões de reais, informou o banco, acrescentando que os recursos serão dirigidos para cheque especial, cartão de crédito e crédito pessoal.

"É uma oferta que vai ajudar os clientes com as contas de início de ano, como IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e material escolar", disse Lazari Júnior à Reuters.

O índice de inadimplência, de operações vencidas com mais de 90 dias, era de 4,1 por cento para a carteira total do Bradesco no fim de setembro, tendo recuado 0,1 ponto percentual em relação ao segundo trimestre. O indicador era menor do que os 5,1 por cento de Itaú e Santander, porém maior que os 2,17 por cento do Banco do Brasil e os 2,06 por cento da Caixa Econômica Federal.

Segundo dados mais recentes do Banco Central, o índice global de inadimplência do sistema financeiro no país caiu 0,1 ponto em novembro, a 5,8 por cento, após quatro meses de estabilidade.

CENÁRIO POSITIVO

Segundo o diretor-executivo do Bradesco, o cenário é positivo para expansão do crédito ao consumo, já que a massa salarial segue tendo ganhos reais e o índice de desemprego continua baixo.

Em 2012, os bancos privados expandiram suas carteiras em velocidade bem inferior às instituições públicas. Em 12 meses até setembro, a carteira de crédito da Caixa havia subido 43 por cento, enquanto a do BB tinha aumentado em 20,5 por cento.   Continuação...