Rio Tinto supera meta de produção em 2012, prevê aumento de 15% em 2013

terça-feira, 15 de janeiro de 2013 10:44 BRST
 

SYDNEY, 15 Jan (Reuters) - A mineradora global Rio Tinto planeja aumentar a produção de minério de ferro em 15 por cento neste ano após um salto para 253 milhões de toneladas em 2012, acima da própria meta, tendo em vista que a recuperação da demanda chinesa favoreceu os preços.

A segunda maior produtora mundial de minério de ferro após a Vale, manteve um agressivo plano de expansão em minério de ferro apesar de receios sobre a China --maior compradora mundial da commodity-- terem assombrado o mercado em boa parte de 2012.

"O mercados continuam voláteis, mas nosso negócio continua a ter boa performance", afirmou o presidente-executivo Tom Albanese no anúncio dos resultados do quarto trimestre.

A Rio Tinto previa produzir 250 milhões de toneladas de minério de ferro em 2012 após 245 milhões no ano anterior.

A companhia, que garante no minério de ferro mais de 60 por cento de sua receita, resistiu aos cortes de plano de expansão apesar de um longo período de fraqueza no setor no ano passado, por acreditar que seus minérios de qualidade e baixos custos operacionais renderiam margens de lucro ao longo do ciclo.

POUCA TOLERÂNCIA

Ao mesmo tempo, Albanese avisou que a companhia terá pouca tolerância com negócios de resultados abaixo da média. A companhia já isolou a divisão de alumínio --a mais custosa-- sob a guarda da Pacific Aluminium na esperança de uma venda total ou parcial.

O UBS prevê que a Rio Tinto terá uma queda no lucro antes de juros e impostos em 2012 para 13 bilhões de dólares, ante 15,3 bilhões em 2011, após o preço do minério de ferro ter ficado sob pressão em boa parte do ano.

No mês passado, o preço do minério se recuperou em 30 por cento, apesar de outro rali ainda depender da demanda da China neste ano.   Continuação...

 
Rio Tinto pretende aumentar produção de minério de ferro em 15 por cento neste ano. Companhia superou a própria meta de produção no ano passado. 20/04/2011. REUTERS/Daniel Munoz