Gafisa e Brookfield disparam após dados operacionais de 2012

terça-feira, 15 de janeiro de 2013 10:59 BRST
 

SÃO PAULO, 15 Jan (Reuters) - Investidores receberam bem os dados operacionais para 2012 divulgados na véspera por Gafisa e Brookfield Incorporações, com as ações de ambas registrando forte valorização no início dos negócios desta terça-feira.

Às 10h40, o papel da Gafisa saltava 3,27 por cento, a 5,06 reais, enquanto o da Brookfield subia 3,28 por cento, a 3,78 reais. O Ibovespa tinha queda de 0,19 por cento no mesmo horário.

A Gafisa informou na noite de segunda-feira que os lançamentos atingiram 1,49 bilhão de reais no quarto trimestre e fecharam 2012 em 2,95 bilhões de reais, perto do ponto máximo da estimativa revisada para o ano, de 2,4 bilhões a 3 bilhões de reais.

Em relação ao quarto trimestre de 2011, os lançamentos dispararam 156 por cento, refletindo a estratégia de recuperação adotada pela construtora e incorporadora desde o final de 2011, após ter suas operações prejudicadas pela Tenda.

"Vemos (o resultado) como mais um sinal positivo de que a recuperação da Gafisa está em curso", afirmou a equipe do Bank of America Merrill Lynch, em nota, destacando fluxo de caixa operacional de 980 milhões de reais, acima do esperado pelo banco (775 milhões) e redução do endividamento.

O BofA reiterou nesta terça-feira a recomendação de compra para as ações da Gafisa.

Já a Brookfield, embora tenha apurado queda tanto em vendas quanto em lançamentos, conseguiu cumprir as estimativas --também revisadas-- para o ano.

Os lançamentos somaram quase 3,1 bilhões de reais, pouco acima do ponto mínimo da previsão traçada pela incorporadora. As vendas, enquanto isso, atingiram 3,4 bilhões de reais, dentro da projeção de 3 bilhões a 3,5 bilhões de reais.

"Os números divulgados na segunda-feira devem ser bem recebidos pelo mercado, sendo a Gafisa a surpresa positiva com forte desempenho em lançamentos e consumo de caixa", afirmou o analista Guilherme Rocha, do Credit Suisse, em relatório.

Quanto à Brookfield, Rocha recomendou cautela, apesar do cumprimento da estimativa, considerando que a empresa deve levar mais de um ano para se recuperar e que a elevada alavancagem pode resultar em uma nova rodada de capitalização.

(Por Vivian Pereira)