Preços ao consumidor nos EUA indicam menos pressão inflacionária

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013 12:13 BRST
 

WASHINGTON, 16 Jan (Reuters) - Os preços ao consumidor nos Estados Unidos ficaram inalterados em dezembro, indicando fraqueza nas pressões inflacionárias que devem ajudar a dar ao Federal Reserve, banco central norte-americano, espaço para impulsionar a economia mantendo sua política monetária ultrafrouxa.

O Departamento do Trabalho informou nesta quarta-feira que seu Índice de Preço ao Consumidor ficou estável no mês passado, em meio a uma queda nos preços da gasolina. A leitura ficou em linha com as expectativas de analistas em pesquisa da Reuters.

No mês passado, o Fed afirmou que manterá a taxa de juros perto de zero pelo menos até que a taxa de desemprego recue para 6,5 por cento, uma vez que o banco central acredita que a inflação permanecerá abaixo de 2,5 por cento.

Para impulsionar o crescimento e diminuir o desemprego na esteira da Grande Recessão, o Fed mantém a taxa de juros perto de zero desde o final de 2008, e comprou cerca de 2,5 trilhões de dólares em ativos.

Alguns economistas acreditam que uma melhora constante no mercado de trabalho poderia ao menos levar o Fed a reduzir seu programa de compra de ativos até o final deste ano.

O Fed não usa o índice de preços ao consumidor como medidor da inflação, preferindo um indicador divulgado pelo Departamento do Comércio. Os dois índices normalmente ficam muito próximos um do outro.

Por qualquer uma das medidas a inflação anual permanece abaixo da meta de 2 por cento do Fed.

Nos 12 meses até dezembro, os preços ao consumidor subiram 1,7 por cento, no menor nível desde agosto, ante alta de 1,8 por cento em novembro.

Uma medida que exclui preços de alimentos e energia, mais voláteis, avançou 0,1 por cento em dezembro, pouco menos do que o esperado.

Os preços da gasolina caíram 2,3 por cento, na terceira queda mensal seguida.

(Reportagem de Jason Lange)