ANÁLISE-Ações de commodities devem ser destaque de alta em 2013
Por Danielle Assalve
SÃO PAULO, 16 Jan (Reuters) - Um ambiente externo marcado por menor nível de incertezas e perspectivas de recuperação da economia brasileira devem renovar o apetite de investidores por ativos de risco, beneficiando ações de empresas expostas à dinâmica global, além de papéis ligados aos setores de infraestrutura, consumo e educação.
Analistas consultados pela Reuters citaram fatores como menor risco de ruptura na União Europeia e sinais de recuperação da economia chinesa como positivos para as ações brasileiras, apesar das preocupações com o impasse fiscal nos Estados Unidos.
"Uma perspectiva melhor para o cenário externo ajuda o Brasil, tanto pelo lado das exportações quanto pelo avanço das commodities, o que deve impulsionar setores como mineração, siderurgia e alimentos neste ano", disse o sócio-gestor da Rio Verde Investimentos, Eduardo Cavalheiro, em São Paulo.
Esse seria o caso da mineradora Vale, que ganharia com uma aceleração da atividade chinesa e consequente demanda mais robusta por minério de ferro. A China é o principal mercado para a companhia brasileira.
A ação voltou a figurar entre as preferidas por bancos de investimento e corretoras neste início de ano, após ter sido excluída de carteiras em 2012, com investidores procurando reduzir exposição aos riscos externos.
"O mercado agora tende a voltar a olhar mais para setores ligados a commodities, apostando que 2013 vai ser um ano com um nível de incertezas mais controlado que em 2012", disse o economista Daniel Cunha, da XP Investimentos, em São Paulo.
Segundo ele, um cenário de abundante liquidez global e a defasagem do Ibovespa, referencial do mercado brasileiro, em relação aos principais mercados internacionais também deve ajudar a atrair investimentos externos para a bolsa paulista.
Em janeiro, até dia 14, o saldo de recursos externos na Bovespa estava positivo em 3,06 bilhões de reais --o montante é bem superior ao saldo acumulado no ano passado, quando os estrangeiros voltaram ao mercado brasileiro com 1,8 bilhão de reais. Continuação...

