Província argentina avalia áreas operadas por Petrobras após vazamento

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013 22:03 BRST
 

BUENOS AIRES, 16 Jan (Reuters) - O governo da província argentina de Neuquén avaliará as concessões que a filial local da Petrobras possui nesse distrito depois que um vazamento de petróleo provocou um impacto ambiental de "altíssima gravidade", disseram fontes oficiais nesta quarta-feira.

No domingo, enchentes provocadas por fortes chuvas causou a ruptura de tubulações, afetando a produção de três poços em Puesto Hernández, a principal área operada pela Petrobras no país, que produz cerca de 2.000 metros cúbicos de óleo bruto por dia.

"Há mal-estar no Ministério de Energia por essa situação, que mostra a falta de investimento da Petrobras. Isso implica que as áreas sob concessão que a Petrobras tem na província vão ser avaliadas", disse à Reuters uma fonte do ministério sob condição de anonimato.

Não havia ninguém imediatamente disponível na Petrobras Argentina para comentar o caso.

O vazamento soma 64 metros cúbicos com 90 por cento de concentração de água e 10 por cento de hidrocarbonetos, e 110 metros cúbicos de água salgada, destinada ao uso industrial após a separação do óleo, segundo o subsecretário de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Neuquén, Ricardo Esquivel.

"Dado que essas tubulações não cumpriam com todas as disposições de segurança correspondentes, (elas) sofreram uma ruptura e, por esse motivo, aconteceu o vazamento", disse o funcionário à Reuters.

"Isso tem um impacto ambiental que é de altíssima gravidade porque afeta o ecossistema do Rio Colorado e a zona de produção agropecuária", acrescentou.

Como prevenção, atualmente estão suspensos os sistemas de abastecimento de água para irrigação e o uso de água potável nas localidades de Catriel, em Neuquén, e 25 de Mayo, na vizinha província de La Pampa.

A Petrobras Argentina, controlada pela brasileira Petrobras, representa ao redor de 6 por cento dos cerca de 90.000 metros cúbicos de petróleo produzidos diariamente na Argentina.

(Reportagem de Karina Grazina)