Vendas de materiais de construção devem crescer 4,5% em 2013

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013 11:10 BRST
 

SÃO PAULO, 17 Jan (Reuters) - As vendas da indústria brasileira de materiais de construção devem crescer 4,5 por cento este ano na comparação com 2012, estimou nesta quinta-feira a associação que representa o setor no país, Abramat, apostando em uma retomada após o segmento sofrer forte desaceleração no ano passado.

A projeção traçada para 2013 é a mesma prevista inicialmente pela Abramat para 2012. Porém, ao longo do ano passado, a entidade reduziu a estimativa de 2012 para alta de 3,4 por cento e, mais recentemente, para crescimento entre 2 e 2,5 por cento.

O resultado das vendas para o fechado do ano passado ainda não foi divulgado pela entidade, o que deve ocorrer na próxima semana. Entre janeiro e novembro, as vendas acumularam alta de 1,9 por cento.

A indústria de materiais sofreu com vendas abaixo do esperado em 2012, reflexo do cenário econômico de desaceleração do crescimento e fatores como dificuldade de obtenção de crédito pelas famílias, importação de materiais, redução no ritmo das obras imobiliárias e de infraestrutura.

Dentre os fatores que devem contribuir para a recuperação do setor em 2013, o presidente da Abramat, Walter Cover, aposta no consumo das famílias para reformas e ampliações de imóveis.

"Acreditamos que o varejo deva continuar forte em função da manutenção das políticas publicas que favorecem o crescimento da renda, do emprego e do crédito com menores taxas de juros e maiores prazos para pagamento", afirmou Cover, em nota.

O avanço das obras para a Copa do Mundo no Brasil também deve ajudar o desempenho neste ano, segundo a Abramat, que citou ainda os investimentos do governo em infraestrutura, a política de desoneração para materiais e o programa Minha Casa, Minha Vida como outros fatores positivos ao setor.

"O setor imobiliário deve crescer, embora a taxas mais moderadas, e devemos ver o segmento da infraestrutura deslanchando principalmente no segundo semestre, com os programas de novas concessões de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos", acrescentou Cover.

(Por Vivian Pereira)