18 de Janeiro de 2013 / às 09:42 / em 5 anos

BC do Japão avalia compra de títulos ilimitada, concorda com meta de inflação

Mulher passa por quadro mostrando índices de ações em frente a uma corretora em Tóquio. O governo e o banco central do Japão concordaram em estabelecer uma nova meta de inflação de 2 por cento na próxima semana, quando a autoridade monetária vai avaliar também fazer um compromisso aberto para comprar ativos até que a meta esteja à vista, disseram à Reuters fontes familiarizadas com o pensamento do BC. 18/01/2013Kim Kyung-Hoon

Por Leika Kihara e Tetsushi Kajimoto

TÓQUIO, 18 Jan (Reuters) - O governo e o banco central do Japão concordaram em estabelecer uma nova meta de inflação de 2 por cento na próxima semana, quando a autoridade monetária vai avaliar também fazer um compromisso aberto para comprar ativos até que a meta esteja à vista, disseram à Reuters fontes familiarizadas com o pensamento do BC.

O banco central vai discutir também na reunião de segunda-feira e terça-feiras o fim dos juros pagos sobre as reservas dos bancos, medida que irá levar as taxas do mercado monetário a zero, de acordo com as fontes.

Sob intensa pressão do primeiro-ministro, Shinzo Abe, para fazer mais a fim de tirar o Japão da deflação, o banco central deve dobrar sua meta de inflação para 2 por cento e afrouxar a política de novo durante a revisão da política até terça-feira.

Embora a opção mais provável de medida seja elevar o programa de compra de ativos, as autoridades do BC vão debater outras ações, tais como compras de ativos ilimitadas, para corresponder às expectativas de mercado de estímulo monetário mais ousado.

Quaisquer novas iniciativas surpreenderiam os investidores, podendo colocar o iene sob pressão de venda e aumentando as cotações das ações japonesas, que atingiram os níveis mais altos em quase três meses na esperança de medidas mais ousadas.

O BC e o governo estão finalizando um comunicado conjunto que deve ser divulgado na próxima terça-feira estabelecendo uma inflação de 2 por conto como a meta de política do banco, disse à Reuters o vice-ministro de Economia, Yasutoshi Nishimura.

"O presidente (Masaaki) Shirakawa tem dito que a inflação de 1 por cento estaria em pouco tempo à vista, mas nós não chegamos a esse estágio ainda", disse Nishimura. "Se nós compartilhamos 2 por cento de inflação como um objetivo comum, esperamos que o BC faça algo muito agressivo."

O comunicado não irá estabeleces um prazo específico para atingir a meta e deixa o banco central livre para escolher quais medidas tomar para alcançá-la, disse Nishimura.

Mas o governo irá analisar o progresso da autoridade monetária para alcançar a meta e deixa o banco central livre para decidir sobre quais medidas adotar para chegar a ela, disse Nishimura.

PROBLEMAS

Abe, que levou seu Partido Liberal Democrata para uma vitória esmagadora na eleição de 16 de dezembro, sugeriu que a criação de emprego seja adicionada aos objetivos do BC japonês e que a meta de inflação de 2 por cento seja uma meta a médio prazo, devendo ser alcançada em dois a três anos.

Ambas são questões problemáticas para os membros do BC, que argumentam que apenas a política monetária não pode atingir esses objetivos e têm receio de se comprometer com metas obrigatórias e prazos.

Cientes de que os investidores já precificaram a nova meta de inflação e outro aumento esperado de 10 trilhões de ienes (112 bilhões de dólares) nas compras de ativos e esquema de empréstimos do BC --desde outubro de 2010, a sua principal ferramenta política -- os membros do banco central estão discutindo outras medidas não convencionais para maximizar o impacto no mercado, disse fonte à Reuters.

Uma opção seria substituir os aumentos no programa de ativos por uma promessa ilimitada ao estilo do Federal Reserve norte-americano para contunuar comprando ativos até que a meta de inflação esteja à vista, sem determinar um prazo para finalizar as aquisições, disseram as fontes.

Outra ideia seria prometer manter o equilíbrio do programa mesmo após o prazo de final de 2013, disseram elas.

O BC também avaliará eliminar os juros de 0,1 por cento pagos sobre as reservas das instituições financeiras mantidas pelo banco central, de acordo com as fontes, que falaram sob condição de anonimato.

Reportagem adicional de Yoshifumi Takemoto, Sumio Ito, Stanley White, Kaori Kaneko e Yumi Muranaka em Tóquio, Lesley Wroughton em Washington

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