GM e sindicato prorrogam negociações sobre excedente em fábrica

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013 17:53 BRST
 

SÃO PAULO, 23 Jan (Reuters) - As negociações entre a General Motors e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP) tiveram ligeiro avanço nesta quarta-feira com apresentações de propostas para se evitar possíveis cortes de empregos na fábrica da montadora no interior paulista.

Ambos os lados decidiram adiar para o sábado uma decisão sobre o futuro de 1.598 funcionários da fábrica de automóveis do complexo, considerada pela GM como a mais cara da empresa no Brasil. Os metalúrgicos estão em regime de suspensão de contrato de trabalho (lay-off) há quase cinco meses e o regime não pode ser prorrogado.

A GM renovou recentemente sua linha de produtos no Brasil e veículos antes produzidos na fábrica de automóveis do complexo foram substituídos por outros modelos montados em outras unidades da empresa no país, como São Caetano do Sul (SP).

"Estamos discutindo hoje o futuro de 1.500 empregados, mas lembro que temos outros 6 mil no complexo e, por isso, é fundamental um acordo agora para garantir a preservação do complexo e novos investimentos no futuro", disse o diretor de assuntos institucionais da GM, Luiz Moan, segundo a assessoria da montadora.

Na reunião desta quarta-feira, o sindicato aceitou negociar jornada estendida na unidade, mas não banco de horas, ponto que a GM considera necessário para melhorar a competitividade da fábrica. Os representantes também concordaram em renovar acordo que prevê trabalho eventual aos domingos com concessão de folga semanal, informou a montadora.

Segundo o sindicato, "pela primeira vez a GM admitiu a possibilidade de não demitir".

(Por Alberto Alerigi Jr.; Reportagem adicional de Brad Haynes)