24 de Janeiro de 2013 / às 13:58 / em 5 anos

Cumbica busca novas tecnologias para tarifas e check in, diz diretor

SÃO PAULO, 23 Jan (Reuters) - A Concessionária do Aeroporto de Guarulhos, empresa criada após a concessão do aeroporto próximo a São Paulo em fevereiro de 2012, busca novas tecnologias para obter melhor eficiência na cobrança de tarifas e no atendimento aos usuários, segundo seu diretor de operações e de Tecnologia da Informação (TI).

A Concessionária já adotou algumas mudanças tecnológicas no aeroporto, sendo a principal delas na forma de calcular as tarifas que cobra de lojistas e empresas aéreas, e avalia uma forma de tornar o check in de passageiros totalmente automatizado no terminal 3, que deverá ser inaugurado em abril de 2014, e posteriormente nos demais terminais.

“O aeroporto de Guarulhos possui um conjunto de receitas muito variáveis. Tem receita de taxas de embarque, de uso de recursos por uma aeronave, tem um shopping center aqui dentro”, explicou Luiz Ritzmann, em entrevista à Reuters.

A empresa contratou a MetraTech, companhia com sede nos Estados Unidos, para o cálculo da forma de cobrança de aluguel de lojas e restaurantes e das tarifas sobre as empresas aéreas.

“Quando nós entramos aqui, fizemos um primeiro levantamento e entendemos que precisávamos fazer a transformação desse processo”, afirmou o executivo.

“Decidimos buscar uma solução que fosse flexível para a criação de regras de cálculo de preço, que fosse capaz de trabalhar com regras de cálculo complexas, e que pudesse nos trazer a flexibilidade para a gente fazer uma administração mais flexível do ponto de vista comercial”, explicou Ritzmann.

O executivo evitou dar estimativas de ganhos com a nova tecnologia para o cálculo de tarifas.

“Ainda é prematuro ter esse número, mas quando visitei aeroportos que usam essa ferramenta, foi nítido a melhoria do processo... Nossa expectativa é ter ganhos de eficiência.”

CHECK IN SEM CONTATO HUMANO

Segundo o executivo, os passageiros que embarcarem pelo Terminal 3 de Cumbica, atualmente em construção e previsto para inaugurar em abril de 2014, poderão fazer o check in, despachar malas e passar pela imigração de forma automatizada e praticamente sem contato com funcionários.

De acordo com Ritzmann, a empresa está visitando aeroportos que utilizam o sistema automatizado para adotá-lo no Terminal 3, e posteriormente nos terminais 1 e 2.

“Para esse terminal (3), estamos buscando, contratando e olhando globalmente quais são as melhores tecnologias, as mais eficientes e aquelas que provoquem um impacto no processo e no fluxo que um passageiro tem no aeroporto”, afirmou.

Ritzmann ressaltou que o objetivo é possibilitar que os passageiros façam o check in em suas próprias casas, despachem suas malas e passem pelo processo de imigração, no caso dos voos internacionais, de forma mais rápida.

“(O passageiro) faz um check in em casa, chega ao aeroporto e tem uma máquina que escaneia seu passaporte, despacha a bagagem, imprime a etiqueta e põe ela na esteira... e não tem intervenção humana no processo”, disse.

A concessionária, formada pelo Grupo Invepar, pela sul-africana ACSA (Airports Company South Africa) e pela Infraero, após a concessão do aeroporto, pretende adotar um sistema similar aos utilizados nos aeroportos de Düsseldorf, na Alemanha, Seul, Amsterdã e Londres.

“Estamos indo a aeroportos, principalmente na Europa e na Ásia, e estamos recebendo e convidando delegações desses aeroportos para nos visitar”.

Segundo Ritzmann, o novo terminal, que terá uma área total maior que a soma dos dois terminais atuais, já será inaugurado com essa tecnologia, e a modernização dos demais deverá ser feita entre a Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2016.

“Nós vamos, até abril de 2014, inaugurar o terminal 3 e dobrar a capacidade do estacionamento. E toda essa tecnologia vai estar presente. Aí a gente para para poder rodar a Copa do Mundo, e retoma após, para fazer as grandes modificações. O redesenho do terminal 1 e 2 acontece de forma plena entre a Copa do Mundo e a Olimpíada”, completou.

Por Roberta Vilas Boas; Edição de Sérgio Spagnuolo

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