Preços de carbono despencam após votação em comissão europeia

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013 14:35 BRST
 

Por Barbara Lewis e Nina Chestney

BRUXELAS/LONDRES, 24 Jan (Reuters) - Os preços de carbono da União Europeia caíram brevemente 40 por cento para um novo recorde de baixa nesta quinta-feira, depois que políticos foram contra os planos para impulsionar o mercado, elevando as preocupações de que os preços em breve poderão cair a zero, provavelmente sinalizando a morte do mercado.

Os preços no Esquema Europeu de Comércio de Emissões (ETS) recuaram para 2,81 euros a tonelada depois de uma votação no comitê de energia e indústria do Parlamento Europeu rejeitar um esquema conhecido como "backload" para sustentar os preços, ao retirar subsídios do mercado e reinjetá-los mais tarde.

Em negociação volátil, os preços posteriormente subiram acima de 4 euros.

"A liquidez desapareceu por um momento e isso causou a queda livre (dos preços)", disse um operador de carbono em uma empresa de serviços.

Muitos operadores especuladores montam posições de stop-loss em 5 euros e quando os preços do carbono caem abaixo desse nível, isso desencadeia vendas automáticas sem compradores.

O esquema de 148 bilhões de dólares é fundamental para os esforços da Europa para incentivar as empresas de serviços e indústrias a serem mais ecológicas, mas os preços de carbono estão baixos demais para oferecer esse incentivo. Analistas dizem que os preços do carbono precisam estar em pelo menos 20 euros para fazer as concessionárias de serviços públicos mudarem para geração de energia que usa menos carbono.

Lançado em 2005, o esquema já está em sua terceira fase de negociação e ficará em vigor até pelo menos 2020, o que significa que não pode ser desfeito mesmo se os preços caírem a zero.

A votação desta quinta-feira, parte de um processo longo da UE, não é obrigatória, mas é o mais recente sinal da dificuldade que a UE está enfrentando na obtenção de um acordo sobre a forma de intervir no mercado de carbono.

A votação na Comissão de Meio Ambiente, que deverá acontecer no próximo mês, bem como outra votação em uma comissão de representantes dos Estados-membros, são muito mais decisivas.