Escândalo aumenta e Monte Paschi da Itália enfrenta acionistas

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013 17:56 BRST
 

Por Silvia Aloisi e Stefano Bernabei

SIENA, Itália, 25 Jan (Reuters) - Acionistas enfurecidos do banco Monte Paschi criticaram a diretoria da instituição nesta sexta-feira à medida que cresciam as perguntas sobre a supervisão do banco central sobre a instituição financeira histórica, depois da descoberta de quase 1 bilhão de dólares em perdas em complexos negócios com derivativos.

A confusão em torno do terceiro maior banco da Itália abalou o establishment financeiro do país e expôs tanto o governo quanto o Banco da Itália a questões difíceis sobre como os arriscados negócios poderiam ter sido ocultos dos reguladores.

Também se tornou uma questão política potencialmente explosiva antes das eleições nacionais de 24 e 25 de fevereiro.

O banco toscano, que já está buscando um resgate do governo de 3,9 bilhões de euros (5,2 bilhões de dólares), revelou nesta semana perdas de derivativos e finanças estruturadas que poderiam lhe custar 720 milhões de euros.

O primeiro-ministro, Mario Monti, nomeado em 2011 no auge da crise de dívida da zona do euro, prometeu "a máxima clareza e transparência", mas negou que seu governo compartilhava de responsabilidade pela crise no banco, que se denomina o mais antigo do mundo.

Ele disse que os problemas afetavam apenas o Monte Paschi e expressou "confiança total e completa" no Banco da Itália, que era chefiado pelo presidente do Banco Central Europeu Mario Draghi na época que os negócios foram feitos.

"Os poupadores italianos deveriam saber, e acho que sabem, que os bancos italianos estão entre os mais sólidos durante a crise", disse ele, acrescentando que os problemas no Monte Paschi não afetavam o resto do setor bancário italiano.

O ministro da Economia, Vittorio Grilli, deve aparecer perante o comitê de finanças do Parlamento na próxima terça-feira para responder perguntas sobre o caso e também endossar a supervisão do banco central.   Continuação...

 
Acionistas enfurecidos do banco Monte Paschi criticaram a diretoria da instituição à medida que cresciam as perguntas sobre a supervisão do banco central sobre a instituição financeira histórica, depois da descoberta de quase 1 bilhão de dólares em perdas em complexos negócios com derivativos. REUTERS/Stefano Rellandini