Criação de empregos cai 35,7% em 2012; governo prevê 2 mi em 2013

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013 17:50 BRST
 

BRASÍLIA, 25 Jan (Reuters) - A criação de empregos com carteira assinada caiu 35,7 por cento em 2012, no pior resultado em uma década, com recuo na oferta de emprego em todos os setores da economia, mas o governo projetou a criação de 2 milhões de vagas para este ano.

"Baseio essa estimativa nas medidas macroeconômicas adotadas pelo governo, algumas focadas em desoneração da folha em determinados setores e nesta última medida de redução drástica da energia elétrica", disse o ministro do Trabalho, Carlos Brizola Neto, nesta sexta-feira.

A criação de vagas no ano passado somou, em termos ajustados, 1,301 milhão de vagas, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, ante o resultado de 2,026 milhões de vagas em 2011. Foi o piro número desde os 860,9 mil postos criados em 2003.

Em dezembro, o Brasil eliminou 496,9 mil postos formais, acima da destruição de 402 mil vagas de pesquisa da Reuters com o mercado.

As demissões líquidas (descontadas as admissões) foram provocadas pela "entressafra agrícola, fim do ciclo escolar e pelo esgotamento da folha de consumo no fim de ano", afirmou o Ministério do Trabalho.

MENOS CONTRATAÇÕES

A queda em 2012 foi marcada pela forte desaceleração nas contratações em todos os setores produtivos, refletindo o baixo crescimento da economia, com destaque para a indústria, com diminuição em 60 por cento nas contratações. No setor serviços, a geração de postos ficou 30,5 por cento menor. Nas empresas da construção civil, o recuo foi de 36,5 por cento.

Mas foi na agricultura que a redução de vagas aconteceu de forma mais drástica, com o saldo das contratações de 2012 fechando em 4,9 mil, ante 85,6 mil em 2011.

Para Brizola Neto, a despeito da queda, a geração de vagas se manteve em nível suficiente para incorporar os trabalhadores que ingressam no mercado de trabalho.   Continuação...