Empresas europeias reavaliam custo de grandes aquisições
Por Anjuli Davies e Sophie Sassard e Sinead Cruise
LONDRES, 29 Jan (Reuters) - Companhias europeias estão tendo que reavaliar o custo de uma onda de grandes aquisições feitas em tempos mais propícios, em um momento no qual reguladores alertam sobre valores desatualizados de ativos.
As companhias são obrigadas a garantir que a soma dos valores de ativos intangíveis em suas contas reflitam precisamente os benefícios econômicos futuros de um alvo de aquisição. Em um momento no qual a recessão assombra, algumas empresas estão cada vez mais relutantes em reduzir números que vão refletir o tamanho do prêmio pago pelas compras.
O regulador europeu de mercados, a ESMA, estimou neste mês que apenas 5 por cento do valor de ativos intangíveis de companhias europeias analisadas havia sido registrado como baixa contábil para refletir as atuais condições de negociações, o que torna difícil analisar o real valor desses ativos e as qualidades administrativas.
A ESMA destacou os serviços financeiros e o setor de telecomunicações, mas outra pesquisa mostrou que os setores automotivo e de metais também têm destaque, além de ressaltar a Itália e a Espanha como áreas de preocupação.
A ESMA diz que se as baixas contábeis ocasionadas por ativos intangíveis não se tornarem mais precisas neste ano, a entidade vai começar a divulgar publicamente as empresas consideradas as principais transgressoras.
Atribuir uma baixa contábil a aquisições pode refletir negócios realizados com pressa e displicência ou meramente uma desaceleração econômica, disse à Reuters Simon Jones, diretor de avaliação da American Appraisal.
"Se o mercado está indo em uma direção, isso está além do controle da gerência", disse ele.
Mas se essas baixas contábeis não forem feitas, ou não refletirem o suficiente, investidores vão adotar suas próprias visões sobre o assunto. Continuação...

