IGP-M desacelera alta para 0,34% em janeiro--FGV

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013 08:45 BRST
 

BRASÍLIA, 30 Jan (Reuters) - O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou alta de 0,34 por cento em janeiro após elevação de 0,68 por cento em dezembro, com destaque para a queda nos preços de matérias-primas brutas, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira.

O IGP-M havia fechado 2012 com alta acumulada de 7,82 por cento. O resultado de janeiro ficou acima do esperado pelo mercado, que esperava avanço de 0,31 por cento de acordo com a mediana de 24 projeções.

Neste começo de ano, os preços no atacado voltaram a mostrar desaceleração de acordo com o IGP-M, depois de avançarem no fim de 2012.

Mas a inflação continua sendo um fator de preocupação no mercado, como mostrou a prévia da inflação oficial, gerando atenção sobre os próximos passos de política monetária do Banco Central.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) começou 2013 acelerando, com alta de 0,88 por cento em janeiro, impulsionado por preços de alimentos e despesas pessoais.

Em janeiro, ainda segundo a FGV, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60 por cento do índice geral, teve alta de 0,11 por cento em janeiro, ante avanço de 0,73 por cento no mês anterior.

Em relação à origem dos produtos, a desaceleração foi puxada pelos produtos agropecuários, cujos preços caíram 0,62 por cento após alta de 1,40 por cento em dezembro. Já os produtos industriais registraram alta de 0,40 por cento, ante 0,46 por cento anteriormente.

Entre os estágios de produção, os preços dos Bens Finais avançaram 1,30 por cento, ante 0,74 por cento anteriormente. Contribuiu para este movimento o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa de variação passou de 3,62 por cento para 9,72 por cento.

No segmento Bens Intermediários, houve desaceleração para 0,29 por cento, ante 0,41 por cento em dezembro. A principal contribuição partiu do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja alta passou de 0,68 por cento, em dezembro, para 0,36 por cento.   Continuação...