30 de Janeiro de 2013 / às 18:33 / em 5 anos

Gol desconhece mudanças em Congonhas; Anac nega teto para tarifa

Por Roberta Vilas Boas e Alberto Alerigi Jr

Um avião se prepara para aterrisar no aeroporto de Congonhas. A Gol não foi comunicada sobre possíveis mudanças nas regras no aeroporto de Congonhas, disse o presidente da empresa, Paulo Kakinoff. 6/03/2012 REUTERS/Paulo Whitaker

SÃO PAULO, 30 Jan (Reuters) - A Gol disse nesta quarta-feira que não foi informada sobre mudanças operacionais no aeroporto de Congonhas, enquanto a Agência Nacional de Aviação (Anac) negou que esteja planejando criar teto para tarifas no terminal paulista.

“Não”, respondeu de forma lacônica o presidente da Gol, Paulo Kakinoff, a jornalistas, durante anúncio de parceria com a locadora de veículos Localiza, quando perguntado se a companhia foi informada sobre possíveis mudanças na concessão de espaços para voos --slots-- em Congonhas por parte da Anac.

A agência, por sua vez, admitiu que está revendo uma resolução sobre regras para a distribuição dos slots, mas que a proposta ainda precisa passar por consulta pública.

“O objetivo é a retirada de slots mal utilizados pelas empresas, de acordo com critérios de pontualidade e regularidade”, informou a agência sem confirmar a previsão de corte de 30 por cento dos slots.

Além disso, a Anac afirmou que “desconhece a informação” sobre estabelecer tetos tarifários em Congonhas, e que “atua conforme a política vigente para o setor desde de 2001, que é o regime de liberdade tarifária”.

As manifestações vieram após a coluna Radar, no site da revista Veja, afirmar mais cedo que o governo estuda mudar regras no aeroporto, reduzindo slots das empresas em 30 por cento.

Após as negativas, a ação da Gol, segunda maior empresa aérea do Brasil, reduzia as perdas na Bovespa. Às 17h20, o papel recuava 4 por cento, a 14,40 reais. Pela manhã, o papel chegou a cair mais de 6 por cento.

A Anac informou ainda que distribuição dos slots no aeroporto também passará por audiência pública pela Secretaria da Aviação Civil (SAC), dentro do plano de investimentos em logística, anunciado em dezembro . Procurada, a SAC não comentou o assunto de imediato.

Para analistas do banco UBS, houve uma reação exacerbada do mercado com a notícia. “Em nossa visão, o mercado está exagerando”, afirmou o analista Victor Mizusaki, em relatório.

O banco reiterou a recomendação de “compra” para o papel da Gol, com preço-alvo de 31 reais.

ALUGUEL DE CARROS

Pela manhã, a Gol anunciou um acordo com a Localiza para aluguel de carros na compra da passagens da companhia aérea, com 20 por cento de desconto.

“(A parceria) é importante e a gente espera ter resultado expressivo, mas nada que mude a participação (das receitas de aluguel de carros em aeroportos na receita total da empresa)”, disse o diretor vice-presidente da Localiza, Eugênio Mattar.

A parceria entre as empresas prevê exclusividade e será válida por quatro anos. De acordo com os executivos, o alvo principal são os clientes corporativos da Gol.

“Nós acreditamos que como o perfil de viajante de negócios é majoritariamente das classe A e B e viaja com mais frequência. No mix nós devemos ter uma frequência maior vindo das classes A e B. Porém, essa atratividade de preço deverá aumentar a penetração na classe C”, afirmou o presidente da Gol.

Por Roberta Vilas Boas e Alberto Alerigi Jr

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