Fibria quer grau de investimento até início de 2014

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013 14:28 BRST
 

Por Roberta Vilas Boas

SÃO PAULO, 31 Jan (Reuters) - A Fibria manterá em 2013 o foco em redução do seu nível de alavancagem e na obtenção do grau de investimento, afirmou nesta quinta-feira o presidente da maior produtora mundial de celulose de eucalipto, Marcelo Castelli.

A dívida líquida da companhia no fim de dezembro estava em 7,7 bilhões de reais, queda anual de 18 por cento. A relação entre dívida líquida e Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em 3,4 vezes, ante 4,8 vezes no mesmo período de 2011.

"A gente acredita que no final do ano a gente já possa requerer o grau de investimento. Nossas probabilidades são grandes no fim de 2013 e início de 2014", disse Castelli Em teleconferência com jornalistas.

Segundo o diretor de Finanças e de Relações com Investidores da Fibria, Guilherme Cavalcanti, a redução do nível de alavancagem da empresa será feita principalmente com a geração de caixa, embora novos movimentos para elevar a liquidez não estejam descartados.

No ano passado, a Fibria realizou uma oferta primária de ações e vendeu ativos florestais para reduzir sua dívida.

A fabricante de celulose teve sólidos resultados operacionais no quarto trimestre, com a demanda por celulose nos mercados emergentes sendo o principal vetor de crescimento.

O presidente da Fibria afirmou que a empresa mantém em suspenso os planos de ampliar a fábrica em Três Lagoas (MS). "Três Lagoas só quando tivermos certeza que os fundamentos do mercado estiverem adequados. Teríamos que estar com endividamento mais próximo de 2,5 vezes (o Ebitda)", disse.

Anteriormente, Castelli já havia afirmado que não levaria a proposta de ampliar a fábrica ao Conselho de Administração devido ao atual cenário macroeconômico.   Continuação...