Extensão do teto da dívida dos EUA ganha aprovação parlamentar final

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013 20:09 BRST
 

WASHINGTON, 31 Jan (Reuters) - Um projeto de lei que permite o governo dos Estados Unidos tomar mais empréstimos além de seu limite de endividamento atual de 16,4 trilhões de dólares, nível recorde, conseguiu aprovação parlamentar final nesta quinta-feira, liberando o caminho para que o presidente Barack Obama sancione-o como lei.

O Senado, de maioria democrata, aprovou o projeto por 64 votos contra 34 uma semana após a Câmara dos Deputados, de maioria republicana, aprová-lo por 285 votos contra 144.

A medida adia por pelo menos alguns meses um impasse sobre o teto da dívida entre os republicanos, que exigem mais cortes de gastos para redução do déficit, e os democratas, que são favoráveis à diminuição do déficit por meio de uma combinação de cortes de gastos e aumentos de impostos.

Várias outras potenciais disputas orçamentárias provavelmente virão à tona ao longo das próximas cinco semanas. O Congresso precisa avaliar o que fazer sobre cortes de gastos automáticos que passam a valer a partir de março e uma medida para dar continuidade ao financiamento de operações governamentais que deve estar em vigor até 27 de março.

Redigida por líderes republicanos, o projeto de lei aprovado nesta quinta-feira marca um grande recuo de sua promessa anterior de usar o limite de endividamento para extrair mais cortes de gastos de Obama. Uma disputa sobre o teto da dívida em agosto de 2011 levou a um corte da classificação de dívida dos EUA e gerou desordem nos mercados.

Ao suspender o cumprimento do limite de endividamento, que segundo estimativas deve ser alcançado a partir de meados de fevereiro, o governo continuará tomando emprestado e pagando suas contas até pelo menos 19 de maio.

Sob os termos do projeto, o teto da dívida terá de ser reestabelecido em 19 de maio no nível alcançado pela dívida na data, que provavelmente ficará em cerca de 17 trilhões de dólares.

(Reportagem de Thomas Ferraro)